Na cabeça

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A vida é movida por impulsos consumistas (CHÁVEZ, Hugo). Quase nunca a gente precisa, nem sempre vai realmente usar, mas uma voz interior nos diz canta em ritmo de batuque que, mesmo assim, temos que ter. Nas últimas viagens que fiz voltei com umas aquisições novas para casa: chapéus. (mais de um, porque impulso que é bom vem em quantidade).

Não tenho muita certeza, mas acho que foi depois de ver essas fotos de Rosie Huntington-Whiteley que meu coração se abriu para eles:

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Não tem dia ruim para chapéu + óculos escuros. Eles aceitam cara de sono, cara lavada, cara de quem passou 11h num avião ou de quem foi atropelada por uma bicicleta (ou quase isso). E sempre parece que a gente se esforçou para se vestir naquele dia. Aliás, Rosie tá linda nessas fotos ou o quê?

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Chapéu dá um ar relaxado, cara de férias, cara de quem tá de bem com a vida huhu. Pode ser maluquice minha, mas essa é a sensação que tenho. Acho que sai do lugar comum e fica uma graça, tanto na praia, obviamente, como no dia-a-dia, com calça jeans, cinto, camiseta, na maior despretensão fingida (porque ninguém usa chapéu despretenciosamente, vai).

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Dá pra abraçar o folk com tudo e colocar estampa étnica, franja e camurça, ou dá pra deixar sutil, numa roupa normal, como vestido, shorts ou calça jeans e camiseta.

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Esse preto com corrente dourada é lindo e eu queria pra já. Até com uma roupa super arrumada e moderna fica legal, sabendo segurar. Particularmente gosto de chapéu estilo fedora (aliás, existem milhares de tipos de chapéus e nomes específicos, fui atrás e nem acreditei!), mas vai do estilo de cada uma, e variações não muito excêntricas são sempre bem vindas.

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Candice Swanepoel fofíssima no aeorporto (?) como quem acabou de sair da praia. Precisa de mais?

Até agora limitei minhas produções a praias, viagens e aeroportos. Ainda não saí assim num sábado qualquer pelas ruas de Stuttgart – também o tempo nem ajuda e só chove, e chapéu com chuva é triste. Quem sabe das próximas vezes. Quem sabe num look do dia (mentira, apaga essa última parte).

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O cropped mais legal do mundo

O título é terrível, mas o post é bom #modéstiaondestávocê. Tudo isso porque preciso ir dormir daqui a pouco e ainda não pensei em um título melhor.  Em primeiro lugar, Feliz Páscoa para todas(os) vocês, e que tenham tido um feriado maravilhoso! O meu foi, e entre viagens, piscina, 50 Shades of Grey e Jägermeister, sobrevivemos. Mas vamos falar de coisa triste. Vamos falar de todo aquele chocolate que você comeu ontem e que vai virar arrependimento em 3… 2… 1…

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Pois é. A tendência mais desgraçada dos últimos tempos é também uma das mais legais. Ultimamente ando apaixonada por tudo que é cropped, mas os quilos a mais que o intercâmbio adicionou não permitem nem testar no escurinho do provador. Quem sabe até a Copa o verão já vou ter perdido tudo e posso dar uma chance. Mas se quilos a menos tivesse, assim me vestiria amanhã:

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Mentira, porque preciso trabalhar e tá fazendo no máximo uns 5˚C lá fora, mas se fosse verão, sairia assim. Jessica Hart (aquela modelo linda mas que tem um mind the gap entre os dois dentes da frente – nunca entenderei) usou esses 2 primeiros looks nos últimos tempos e foi aí que comecei a abrir os olhos para o que até então me parecia uma daquelas tendências para pular totalmente. Já me bastam todas as fotos de conjuntinho de lycra, barriga de fora e dignidade ausente – dançando Tchan em 1998.

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A verdade é que cropped legal é cropped bem feito. Barriga em dia, umbigo escondido, comprimento comportado, decote nos limites. Fica lindo com saia longa ou pantalona, de um jeito que nem consigo definir. Fica lindo com saia lápis, e fica lindo também fazendo conjuntinho, numa espécie de vestido cortado ao meio. Essa última parte da frase ficou tosca, mas dá para entender a ideia. Não fica piriguetesco (olha eu inventando palavras na madrugada boladona, vocabulário zero) e ainda dá para eventos mais formais, como casamentos ou formaturas, dependendo do modelo e do tecido.

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Tudo é uma questão de hora e lugar, mas dá. E fica super bonito, principalmente com cintura alta, mostrando só uma faixa do abdômen superior (aquele que é mais fácil de malhar, aproveite!). A parte de cima pode ser justa ou soltinha, e o corpo tem que estar em dia, porque ninguém merece ver ao vivo e a cores as dobras que você negligenciou nos últimos 11 meses. E se tiver que apostar na parte de baixo, aposte no longo. Dificilmente você vai errar, e a cobertura nas pernas compensa a falta de pano na cintura.

Pode se acostumar com a ideia – nada nova, diga-se de passagem – do abdômen de fora, que você ainda vai ver muito por aí. Inspirações de como usar é que não faltam. Agora tome coragem, tranque seus chocolates na gaveta, jogue a chave no Sena e volte pra casa caminhando. Receita de sucesso.

P&B

Acabei de passar pelo corredor e vi um cara vestido de cerveja (2l), e o dormitório inteiro tá reunido ao som de Fliegerlied. É carnaval na Alemanha também, pra quem não sabe. Mas eu trabalho amanhã. Essa é uma das desvantagens do carnaval alemão. Ein prosit por eu estar indo dormir em 2h, e escrevendo um post hoje.

Tão sem criatividade quanto eu essa noite, as vitrines da Zara – e de várias outras marcas por aí – estão recheadas de preto e branco. Quando a gente acha que o inverno tá chegando ao fim e que cores e temperaturas quentes virão, nee, tudo preto e branco, que é pra alegrar o ambiente.

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Achei ruim porque passei os últimos meses vestindo só essas duas cores. Eu queria pink, queria azul, queria biquínis queria praia, mas a gente tem que fazer funcionar como dá. Nesse caso, ir além do bordô e daquele verde-sem-nome que tem a maior cara de inverno, e montar um preto e branco über legal.

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Preto e branco é fácil. Dá para ir de tudo preto, tudo branco, branco com preto e preto com branco, com quase zero possibilidade de errar feio. O mais legal, e o menos previsível, é ir monocromática ou se jogar na mistura de texturas: jeans preto, paetê, tricot e por aí vai. Fica lindo, e bem melhor que aquele calça preta-camisa branca que, convenhamos, é a roupa que vou usar para trabalhar amanhã. (um beijo, ferro de passar! um beijo, mãe!)

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Três looks bem diferentes e lindos, em 3 ocasiões bem diferentes. A verdade é que ninguém precisa ficar postando montagem de combinação com preto e branco. Joga no Pinterest que aparece inspiração até 2014. Sim, no Pinterest. O Google Images é bem menos seletivo.

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Aqui com um vestido rosinha que – fecha o olho e imagina aí – faz as vezes de branco. Couro, paetê, e para quebrar a monotonia, unhas azuis. Te confessar que ando morrendo de vontade de pintar a unha de azul ultimamente. Perguntei na empresa se podia ir trabalhar com as unhas pintadas de azul e me disseram que se eu não me vestir de indigente ou travesti tá valendo. Tomei isso como um sim. O azul da Essie, que é lindo de morrer e chama Mesmerize, tá na lista.

Long-story-short, se prepara, porque se a Zara daí chegar com a mesma coleção que a daqui, você só vai ver preto e branco – e amarelo, que não conta. E agora falando sério, por mais que eu esteja xingando, preto com branco é uma das combinações mais bonitas – e mais legais – de todos os tempos. E não sai de moda nunca.

Cut Out

To escrevendo esse post de Paris – onde vim passar o fim de ano com a minha família ❤ – com a paciência de Madre Teresa de Calcutá, porque a internet aqui do hotel é mais lenta que uma tartaruga dopada.

Enfim.

Hoje vim falar da minha obsessão do momento. Preciso de uma peça assim no guarda roupa. E por precisar, é óbvio que é exagero, mas né?. Mulheres.

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Cut Out é o nome das peças de roupa com esse recorte, normalmente na altura da costela ou busto. Pode ser dos lados, no meio, nas costas, nos ombros, um pouco mais abaixo, na cintura, o importante é ter recorte. O que acho mais bonito – e que valoriza muito – é esse recorte na altura das costelas. Não é para qualquer uma, mas é um dos lugares mais democráticos para deixar à mostra.

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Já tinha visto vários modelos por aí, mas fiquei obcecada mesmo depois de ver esse Lolitta in-crí-vel. A própria Lo ajuda, mas o modelo é um dos mais bonitos que já vi. A primeira coisa que pensei foi na vontade absurda de ter esse vestido para mim. A segunda coisa que pensei foi em como ele é a cara da Lalá Rudge. Pensamento super estranho e um pouco afetado, mas depois que ela postou no Insta.gram que tinha comprado um vestido de ano novo, diria all  in que o vestido é esse, porque é a cara dela.

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Não sei porque cismei com branco, mas foi nessa cor que vi os vestidos que mais gostei. Acho que branco + recorte fica uma combinação legal, e para quem pode passar o ano novo de vestido #notme é uma boa opção. Se estivesse fazendo mais de 20˚C por aqui iria atrás de um vestido assim agoracomcerteza.

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Outro que achei uma graça.

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E mais outro. Só que eu teria pego leve. Nada de acessórios pretos ou batom rosa. Teria ido de cabelo solto, maquiagem natural e sapato nude.

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E pra não dizer que não falei das flores #zéramalho cores, olha elas aí. Acho que fica lindo também, mas se tivesse que escolher um modelo só… Sem dúvidas escolheria branco.

De preto não falei porque to vivendo nessa cor nos últimos meses e já deu, não aguento mais nem pensar nela. Mas fica legal também e é ótimo para noite.

No mais, volto daqui uns dias para dar um Feliz Natal e fazer uma lista de ano novo que nem eu nem você vamos cumprir, além de postar o que der na telha sobre moda e beleza por aqui. Ainda assim, também preciso de um tempo de folga para curtir minha família, matar as saudades e me afundar em batata frita e crepe de Nutella, que nunca é demais. 🙂

Au revoir

Babado

O peplum (resistindo à vontade de pronunciar pê-plum) já tá mais que arraigado, digamos assim, nas araras mundo afora. Ele voltou com tudo há algumas estações, e por mais que ninguém aguente mais ouvir falar, está – e vai continuar! – super atual. Se você ainda não tem um no armário, se prepare. As próximas estações por aqui estão vindo lo-ta-das de peplum. Seja na blusa, na saia, no vestido e até no trench coat. Seja Zara, H&M, Dior ou a lojinha da esquina. Tem em tudo quanto é lugar e não é para menos: é democrático, feminino e dá um toque todo especial àquela roupa a princípio meio sem graça. Quer ver só?

Na blusa fica uma fofura, e define a silhueta sem esforço algum. Lembrando das proporções, dá para usar com saia ou com calça, desde que a parte de baixo seja justa: uma saia lápis/bandagem e calça skinny são as melhores companhias.

É por causa de gente como Kim Kardashian que digo que o peplum é democrático. A princípio, parece o truque perfeito para aumentar o quadril de quem não tem muitas curvas, mas olha Kim aí mostrando que não, nem sempre: quando o babado começa um pouco acima do quadril, na altura da cintura, ele deixa de ser um problema.

Para tirar a prova real, olha aí Lalá Rudge, o tipo físico oposto de Kim Kardashian, sambando a beleza no peplum. Acho lindo para o comprimento assim, na altura dos joelhos, porque dá aquele toque a mais. O primeiro look é meu preferido, e acho que o peplum no vestido (ou na blusa/saia, quando é da mesma cor, parecendo um vestido) é a forma mais legal de usar.

Vai do dia para a noite, sem problemas, e também vai de Kim à Kate, passando até pelo color block. É o detalhe que completa mas não enche de informação, e ainda permite brincar mais com a roupa (com um acessório ou uma cor mais chamativa). Vai bem com quase tudo e fica perfeito com salto alto, não importa se você vai na balada mais próxima ou num evento oficial da família real. E se não tiver nenhum evento real marcado na agenda, é uma pena o peplum vai para qualquer outro lugar com você. Então garante já o seu (e pode ser em qualquer peça, afinal ele está em todas), para depois eu não dizer que te avisei.

Aquela que jurei não usar mais

Todo mundo tem aquela peça de roupa que sabe que não cai bem, e foge dela nas lojas como o diabo da cruz. Não que a peça em si seja inutilizável, é só que não fica bem na gente (mas nos outros fica sempre lindo, que ótimo). Sou assim com tudo que é roupa bege/marrom, e blusas/camisas retas sem manga.

Amo uma alcinha, um tomara-que-caia, mas nunca me dei bem com blusas estilo box, daquelas meio quadradas e fechadas, e ainda por cima sem manga. O corte reto nas mangas e os braços de fora me davam a impressão de que eu era a encarnação da Dona Benta (leia-se braçuda – sem ofensas à Dona Benta) e nunca consegui me recuperar e usar de novo. Aí comecei a ver umas fotos assim por aí:

E me apaixonei. Querendo já uma camisa dessas, para usar com legging de couro. Tudo bem que todas as meninas em questão são super magras, e aqueles não são braços, são membros torneados, mas acho que com um bronzeado (fake ou natural, tanto faz) e um salto alto, dá para apostar sim!

Que tal all black? Com saia ou calça, com couro ou jeans preto, não precisa de mais nada. E para não dizer nada, um sapato preto/nude e uma bolsa incrível. To super desejando todos esses looks.

Como vestido. Acho que fica lindo, mas se ainda dá um medinho de tentar, que tal apostar numa camisa aberta na frente, ou num vestido com o decote um pouco maior, como na última foto? Há modelos por aí mais abertos e fáceis de usar, diferentemente da box clássica, bem fechada como nas primeiras fotos.

Com saia longa. Quem diria que ficaria tão bom. O primeiro look, com o cinto metalizado, ficou incrível, estilo deusa grega. Uma blusa de seda é o acompanhamento ideal para a saia longa, e não é a falta de pele de fora que deixa o look desandar. Muito pelo contrário. Agora se a saia tiver fendas dos lados, o resultado é perfeito.

Com shortinho. Quero esse terceiro look inteiro para ontem. Com shorts curtinhos e um salto alto é uma das minhas combinações preferidas, e se a sandália for aberta, com tiras, ou estilo peep toe, deixando os pés aparecerem, o equilíbrio fica ainda melhor.

Por fim, existem milhares de modelos por aí. Praticamente todos os tops estilo peplum, por exemplo, vêm com essa modelagem mais quadrada, e há desde modelos em renda (ainda mais fáceis de usar, pois deixam a pele aparecer) até couro e outros materiais. Quase impossível não encontrar um para chamar de seu, e mesmo quem é encucada – como eu – tem mais é que respirar fundo e apostar também.

Bege e marrom eu ainda não uso, mas quem sabe um dia? Não dá para dizer nunca, nunca.

Hot or What?

Você pode não saber direito o que são, mas com certeza já deve ter visto por aí. As hot pants nada mais são que um shortinho com inversão de valores: a cintura é mais alta, e o comprimento é mini. Mal tapam o bumbum e o tecido já acaba por aí. Na Austrália e nos EUA andam se multiplicando, e já começam a aparecer por aqui.

Na verdade, as hot pants sempre existiram sob outro nome. Daisy Duke, a personagem bombshell da série The Dukes of Hazzard, usava esses mini shortinhos de cintura alta e fez tanto sucesso que eles foram nomeados, vejam só, Daisy Dukes. (e foi aí que Katy Perry cantou “Daisy Dukes, bikinis on top…”, em California Gurls)

 

Os mais moderninhos vêm em versão destroyed, bem esfarrapados, e são tão curtinhos nas laterais que formam um V. Acho uma graça, principalmente o branquinho ali de cima, um pouco mais comportado, se é que é possível. A australiana SaboSkirt é expert em hot pants e já pôs à venda vários modelos, inclusive todos os da montagem acima.

 

Aí como usar. Nas fotos, as blusas estão sempre por dentro, para mostrar mesmo. Até porque não tem o que fazer: eles são tão curtinhos que qualquer blusa por fora tapa praticamente tudo. Ainda assim, acho que prefiro com uma camisa ou blusa larguinha por cima, ou com um blazer ou jaqueta, para tapar bem, porque no bumbum eles são beeem curtinhos. Acho que hot pants têm hora e lugar para serem usadas, assim como pedem pernas mais finas e em dia. Não são como shorts comuns e requerem um mínimo de bom senso.

 

Numa versão mais camuflada de shorts comuns. Ainda são curtos e têm a cintura bem alta, mas são retos nas laterais e tapam mais. Ficam ótimos com camisa e rasteirinha, ou com salto também. Gostei inclusive da versão da Miley, com botas, e achei que a combinação ficou ótima.

Pessoalmente, apostaria nessas mais estilo shorts, menos cavadas. Amo shorts jeans, funcionam desde sempre e para quase tudo, e acho que são mais bonitos e valorizam mais. Provei um modelo de hot pants na Zara, que apesar de lindo era curto demais – não consegui acostumar ainda! No entanto, elas têm seu charme, e há cada vez mais motivos para achar que vieram de vez para o próximo verão.

E você? Aposta ou passa?