Por que 30 não é o novo 20

Assisti esses dias a um TED Talks da psicóloga Meg Jay, intitulado Why 30 is not the new 20 (que dá para assistir aqui). Meg dá uma aula para todos os 20-e-poucos por aí, explicando por quê não dá para esperar para resolver a vida aos 30. Tudo que ela falou vai ao encontro do que eu penso e das decisões que tomo hoje, aos 23 anos. Se você está naquela fase da vida em que não sabe qual o próximo passo e o que você realmente quer fazer daqui pra frente (seja na profissão ou na vida pessoal), esse vídeo foi feito pra você.

Meg recebe em seu consultório garotas na faixa dos 25 desesperadas por não saberem o que fazer da vida, seja por estarem numa profissão que não gostam ou num relacionamento frustrado. Também recebe mulheres de 30 frustradas porque acabaram casando com o primeiro homem que apareceu, uma vez que todas as suas amigas já estavam casando e tendo filhos – e postando tudo isso no Facebook. Como se a vida fosse uma dança das cadeiras, e a música tivesse parado, e elas tivessem corrido para a primeira cadeira que viram, com medo de ficar sem lugar.

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A questão, diz Meg, é que muitas meninas acabam empurrando os 20 com a barriga, ficando num emprego que não gostam, num relacionamento que não tem futuro, porque dizem que isso é só do momento, e que elas pretendem mudar – de emprego, de parceiro – quando a oportunidade chegar. Quem nunca ouviu um “eu sei que ele não presta/não é para casar, mas estamos só curtindo, não quero nada sério”? E aí o tempo passa, os 30 chegam, e parece que é muito tarde para mudar, para tomar decisões arriscadas, já que todas as suas amigas já estão formando suas famílias.

Meg expõe – e isso é quase um mantra pra mim! – que a hora de criar oportunidades e mudar a sua vida é agora. Não é mais pra frente. A velha história do nunca é tarde, que pode até ser verdade para certas coisas, pode acabar fechando uma porta que estava aberta só temporariamente. Os jovens na faixa dos 20, diz ela, são como aviões deixando o LAX, aeroporto de Los Angeles. Uma pequena mudança de planos nos estágios iniciais da decolagem pode ser a diferença entre pousar no Alasca – ou em Fiji.

O que isso quer dizer? Bem, que aos 20 anos, qualquer pequena decisão que você tomar pode influenciar o resto da sua vida. Seja ligar para um antigo colega de classe que pode te dar uma indicação para o emprego que você sempre quis, ou aceitar uma proposta para morar fora. Seja terminar aquele relacionamento sem futuro ou aceitar o convite para sair com aquela sua amiga que quer te apresentar o primo dela há horas. Isso pode levar a consequências incríveis que você nem previu quando tomou a decisão em primeiro lugar.

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Ela também fala da importância de investir em você. De se auto-conhecer, e de investir naquilo que te tornará a pessoa que você quer ser aos 30 anos. Seja começar a levar a academia a sério e finalmente perder os quilos que você se propôs a perder 5 anos atrás, ou começar um curso de línguas que te qualificará para uma melhor posição na empresa; seja finalmente aprender a cozinhar, ou viajar para a Europa sozinha e visitar lugares que você sempre sonhou em conhecer. A hora é agora, até porque hábitos são mais fáceis de se criar enquanto você é jovem, e a tendência é você ter cada vez menos tempo – e oportunidade – para fazer essas coisas daqui uns anos.

Então se você está nessa fase da vida em que não se sente feliz ou realizado com sua vida como ela é hoje, a receita é essa. Invista em você, em ser a pessoa que você gostaria de ser daqui uns anos, atente-se a todas as oportunidades – e crie oportunidades, se precisar -, não tenha medo de mudar, ou de sair da sua zona de conforto. Mais para a frente, quando você tiver seus 30 e poucos, vai agradecer à pessoa que era aos 20, que possibilitou que você chegasse aos 30 estando exatamente onde queria estar.

E a quem interessar possa, Meg Jay escreveu o livro que deu origem à palestra, A Idade Decisiva, que dá para encontrar na Amazon, na Saraiva e provavelmente em demais livrarias. Ainda não li, mas já é o próximo da lista.

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3 motivos para assistir a The Fall

The Fall é uma série inglesa, rodada na Irlanda do Norte, que estreou em 2013 na Europa e logo chegou ao Netflix. Em resumo, conta a história de Stella Gibson, uma detetive que chega à cidade de Belfast e passa a trabalhar no caso de um assassino em série, que estrangula determinadas mulheres sempre seguindo um padrão, e nunca deixa pistas. Mas isso é só uma introdução para te dar três bons motivos para assistir a The Fall:

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1. Jamie Dornan. E não apenas Jamie Dornan, mas 50 tons de Jamie Dornan. Ou pelo menos 2. Ele é pai de família, ama os filhos, trabalha como psicólogo, mas por outro lado… é um assassino em série. A diferença entre o pai que leva os filhos para a escola e o homem que mata mulheres sem dó nem piedade é aterradora, e vai te fazer pensar em quantas pessoas perturbadas andam soltas por aí. Ou quase isso, porque sempre que Jamie entra em cena em vez de me encolher eu penso: vem me fazer de vítima aqui em casa!!!!

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2. Jamie Dornan. A série se passa em Belfast, uma cidade irlandesa que é só chuva e dias nublados, mas que também é a cidade natal de… Jamie Dornan. A filmagem é bem estilo europeu, a trama é complexa e se desenvolve devagar, a primeira temporada tem apenas 5 episódios de 1 hora cada um (mas a segunda temporada já está sendo rodada!). Pessoalmente, prefiro esse estilo de série, que faz a coisa toda parecer mais real. Assassinos assim dificilmente são pegos da noite para o dia, e há vários ângulos e aspectos da história que são explorados ao invés de passarem batidos, como em séries americanas. A série também foi aclamada e recebeu muitos elogios aí afora, quer motivo melhor?

Tudo bem, aí vai o terceiro:

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3. Jamie Dornan. Gillian Anderson, que faz a detetive Stella, está impecável no papel. Ela é durona, inteligente e feminista até de mais, e é sensacional. Já tinha visto ela em Great Expectations, da BBC, e achei que ela está ainda melhor em The Fall. Mas também tem Jamie Dornan – sem brincadeira! juro! – que desempenha o papel incrivelmente, e já até faturou uns prêmios por aí pela atuação na série.

Assisti à primeira temporada numa só sentada, e mal posso esperar pela segunda. Se você ainda não se convenceu, dá uma olhada no trailer aí:

E se você ainda não se convenceu depois disso, aqui vai meu argumento final: há várias cenas de Jamie Dornan sem camisa. Com isso encerro minha defesa e me dou ganho de causa.

VSFS 2013

Chegou, mais uma vez, a época mais esperada do ano. Não basta ser fim de ano, pré-férias e pré-Natal, ainda tem Victoria’s Secret Fashion Show, a única tacada de marketing com segmento próprio no PrimeTime da TV americana (e da nossa também, na TNT mais próxima!). O Business Insider deu o furo com várias fotos hoje cedinho, e agora é hora de contar como foi tudo por aqui.

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Ainda não consegui juntar as peças do tema desse ano. O segmento acima é uma coisa meio Midnight in Paris, o que faz todo sentido já que a campanha do novo perfume da marca, Victoria, foi toda filmada por lá. Mas aí tem a Inglaterra, um monte de guardinhas do Palácio de Buckingham, uns pássaros, neve e a coisa toda fica muito louca. Vejamos:

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Até Taylor Swift vestiu a camisa, literalmente. Aliás, quando ouvi I Knew You Were Trouble pela primeira vez fiquei imaginando por que diabos ela ainda não tinha sido convidada para cantar no desfile. E não é que esse ano ela foi, e cantou justamente essa música? ❤ Rezemos para que as outras músicas tenham sido tão boas quanto, uma vez que em termos musicais, ano passado foi terrível.

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Falando em música, ainda teve Fall Out Boy, Neon Jungle (no segmento PINK) e A Great Big World (a música calma da noite).

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Candice Swanepoel desfilou com o sutiã de 1 milhão de dólares. Linda. Diz por aí que ela tá sendo preparada para ser a nova Gisele/Tyra/Adriana da Victoria’s Secret, e não duvido. Ano passado ela já teve um segmento só sobre ela. Behati Prinsloo, que ficou noiva do Adam Levine, também foi a estrela da noite.

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Ó os passarinhos.

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Taylor Swift no segmento (que sempre tem) da neve + glitter + lingerie branca. Os segmentos desse ano foram, nessa ordem: British Invasion, Birds of Paradise, Shipwrecked, Pink Network, Parisian Nights e Snow Angels, que é esse último da foto.

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Karlie Kloss. Ela é bonita e tal, mas parece que não orna.

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Izabel Goulart toda linda.

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Alessandra Ambrósio também, sempre.

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O segmento PINK. Olha os emojis do whatsapp aí 😀

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Behati, bem gatona.

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O encerramento, hora de dar tchau! Tchau mais ou menos, porque dizem que virando as costas começam os trabalhos para o desfile do ano que vem. Tá pensando que é fácil?

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E uma espiada no Instagram na Victoria’s Secret, que tem várias fotos de backstage e tudo mais. Os robes desse ano ficaram lindos, lembrando que eles passam a vender pelo site um dia após a transmissão do desfile pela CBS (dia 10/12), mas não entregam mais no Brasil 😦

Pra quem quiser uma espiadela, o VSholic já colocou um vídeozinho no ar com o resumo da noite. O Business Insider, de onde tirei as fotos do post, também tem um preview e outras informações bem legais para matar o suspense enquanto o show não vai ao ar. Já o Fashionismo mostra todos os segredinhos de beleza de uma verdadeira Angel, e se você é fã como eu, não dá pra perder.

Em suma, foi um bom ano para a Victoria’s Secret. Agora é esperar e ver como a equipe de produção consegue deixar tudo ainda melhor e mais bonito para a TV – e pra gente 😉

O poder da Auto Imagem e um vídeo que você precisa assistir

Cameron Russell é modelo, tem 26 anos e o emprego (e o corpo!) que um milhão de garotas gostariam de ter. Já trabalhou para Oscar de la Renta, LV, Armani, YSL, Chanel, Dolce & Gabbana e Victoria’s Secret, um currículo dos sonhos para qualquer modelo. Você pode nunca ter ouvido falar dela, mas com certeza já a viu por aí.

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Cameron é linda, sem discussão. Nenhuma pessoa em sã consciência afirmaria o contrário. E é aí que entra o poder da auto imagem. Cameron deu uma palestra para TEDxMidAtlantic em 2012 intitulada “Looks aren’t everything. Believe me, I’m a model”. Ela falou durante 10 minutos sobre como sempre foi julgada pela boa aparência – e que isso de certa forma é bem ruim, apesar ter trazido benefícios a ela. Falou sobre a construção de sua imagem nas campanhas de grandes marcas e revistas, e as comparou com fotos tiradas no mesmo dia, sem maquiagem e sem Photoshop. Deu uma aula sobre auto imagem que merece ser vista – e refletida.

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Uma vez falei sobre o tópico aqui. Cada vez que você se comparar com uma mulher num catálogo de lingeries não vai gostar do que vê no espelho. Essa imagem, a do catálogo, é irreal. A maioria das mulheres hoje em dia é insatisfeita com o próprio corpo por causa de imagens distorcidas de como as coisas devem ser. E Cameron completa: as modelos são algumas das mulheres mais inseguras do planeta, porque precisam se preocupar, todos os dias, em estarem bonitas o suficiente. Cameron é uma graça, e o vídeo é imperdível.

A música alemã que você provavelmente não conhece

Quando falo que amo música alemã até os próprio alemães olham pra mim meio assim. É que a terra da batata não é lá muito famosa pela música (com exceção da clássica, afinal a Alemanha é a terra de Bach), e é quase um milagre ouvi-la tocando fora das rádios do país. O que é um pecado, principalmente por causa desse cara aí:

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Cro é um rapper alemão que faz uma mistura de rap com pop que ele batizou de RAOP. As músicas são dançantes e várias delas já bateram as paradas alemãs. Já recebeu prêmios e ganhou discos de ouro, tudo isso com a minha idade. Carlo Waibel tem 23 anos e começou a produzir suas próprias músicas sozinho, em casa. Para fugir do lado ruim da fama ele se esconde atrás de uma máscara de Panda, que hoje já virou sua marca registrada.

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Falando em marca, Cro também é designer e tem sua própria marca de roupas, a cool Vio Vio.

Mas vamos ao que interessa: homens! música. Para acostumar os ouvidos a essa língua no mínimo difícil (mas linda), aqui vão as minhas preferidas:

Einmal um die Welt
Easy
Du
Whatever
Kein Benz
King of Raop
Wie Du

Einmal um die Welt fala sobre não precisar se preocupar com dinheiro. Em um pedaço da música ele diz que comprará vários sapatos para a garota. E que se não tiver espaço não tem problema, porque ele comprará um castelo para guarda-los.

Um castelo. Oi, casa comigo?

She’s all that!

Em homenagem ao filme dos anos 90, ninguém merece tanto esse título quanto Blake Lively. Ela é talentosa e bem humorada, sem contar os 1,78m de beleza. Não a toa o papel de Serena van der Woodsen coube como uma luva para ela. Blake tem motivos de sobra para fazer inveja, mas é impossível. Há muito mais motivos para ama-la.

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Ela é a mais nova de 5 filhos, numa família em que quase todo mundo atua ou dirige alguma coisa. Seus irmãos são sempre coadjuvantes nas histórias mais engraçadas que conta nas entrevistas, como a vez em que foi levada para a prisão da Disney e banida de visitar o parque por um ano porque ela e o irmão, na saída do parque, transferiam os carimbos para as pessoas do lado de fora poderem entrar sem pagar.

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Quem vê Blake nas entrevistas se apaixona na hora por seu carisma. Ela é incrivelmente bonita, mas ao mesmo tempo tem o pé no chão e está sempre sorrindo. Ela morre de amores por sua cadelinha, Penny, uma mistura de maltês com poodle que ela carrega para todo lugar, inclusive sets de filmagem. Já foi garota propaganda da Chanel e da Gucci e é BFF de Christian Louboutin, de quem vira e mexe recebe, em casa, todos os sapatos das novas coleções!

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Aliás, Blake gosta de moda e dispensa personal stylist. Ela conta que ela mesma gosta de escolher o que vai vestir em cada ocasião. É uma fofa ou não é? Além disso é extremamente discreta e ligada à família, e casou-se com Ryan Reynolds numa cerimônia para 70 pessoas escondida da mídia, na linda Boone Hall Plantation. A decoração foi simples mas impecável, por Martha Stewart, e confesso que é exatamente assim que sonho com meu casamento.

Blake é realmente tudo isso. Tem como não se apaixonar?