Ich liebe Berlin

Esse guia de viagem é provavelmente um dos mais difíceis que já fiz. Já passei dicas de Berlim para várias amigas, conhecidas e até desconhecidas, mas resumir a cidade em um post só é tarefa mais que árdua para alguém que ficou um bom tempo nela – e se apaixonou.

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Berlim é incrível, cosmopolita e para todos os gostos. Se você gosta de história, tem – muita. Se você gosta de noites agitadas também. Já se você prefere lagartear no sol num Biergarten, as opções são várias, e se você gosta mesmo é de compras, Berlim é o lugar para você. Ou seja, cerveja impossível conhecer a cidade e dizer que não gostou. Mas vamos lá.

Berlim tem muita história para contar. Foi palco dos principais acontecimentos da Alemanha, e está tudo lá para quem quiser ver. Vou dizer que turismo histórico não é meu forte, eu vou se for bonito #prontofalei e de histórico mesmo, por lá, conheci o portão de Brandemburgo, o Check Point Charlie (por 5 euros você carimba seu passaporte como nos tempos em que o muro ainda existia!), a Berliner Dom, a Ilha dos Museus (se você gosta muito de arte vai gostar, mas não acho lá aquelas coisas – principalmente se você tem pouco tempo na cidade) e a East Side Gallery. O que eu acho que tá mais que suficiente, se você também incluir aí o Memorial do Holocausto, que, admito, entre piadinhas de amigos, eu não conheci. O Reichstag é o prédio imponente do governo alemão, onde o Parlamento se reúne, e vale agendar uma visita – sem contar que a vista é linda.

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Mas Berlim é ainda mais bonita à noite. Em Alexanderplatz, uma subida ao topo da torre de TV para ver Berlim de cima é imprescindível. O preço é 12 euros e a vista é incrível, o ambiente, confortável e o andar de cima ainda dá espaço a um restaurante giratório – mas é bom reservar se quiser jantar por lá. Falando em comer, Hackescher Markt, a estação da Berliner Dom, é rodeada de bares e restaurantes de todos os tipos e ideal para um Happy Hour. A Hackescher Höfe, um complexo de lojas e restaurantes escondido nos becos da região também é um lugar incrível. O SonyCenter, complexo moderno da Sony, reúne um dos únicos cinemas com filmes em versão original em Berlim (a maioria dos filmes que passam por lá é dublada para o alemão!) e alguns restaurantes bem simpáticos – à noite o lugar é ainda mais bonito e vale uma visita.

mapa-berlin-webO mapa do metrô de Berlim (U-Bahn e S-Bahn) – um dos melhores da Europa.

Quando o assunto é compras, Berlim oferece infinitas opções. Uma delas é a Kufürstendamm, ou Ku’damm, como é carinhosamente chamada a Champs Élysées de Berlim. Lá ficam da majestosa KaDeWe à Zara, e tem de tudo. A Friedrichstrasse (strasse = rua, grava aí que você vai ver bastante por lá!) e a Unter den Linden formam o melhor cruzamento da cidade (bem pertinho do portão de Brandemburgo) e possuem as lojas mais bonitas e conceituais de Berlim, mas se você quiser compras rápidas (= shopping), meus preferidos são o Potsdamer Platz Arkaden (a Zara de lá é ótima e a região é bem central) e o Boulevard Berlin (em Steglitz, um bairro bem bonitinho e ótimo para compras – a Zara é boa, a Hollister é lá e o shopping fica ao lado do Das Schloss – outro shopping, onde tem Primark).

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Se você não quer saber de compras e quer mesmo é conhecer o lado B de Berlim, vá para Warschauer Strasse/Ostbahnhof. Lá fica a East Side Gallery, os bares e baladas mais alternativos da cidade e, se tem uma cidade que nunca dorme, você vai descobrir que é Berlim. Nos finais de semana o transporte público é 24h, e o rush hour acontece lá pelas 3h da manhã, quando ainda tem gente indo para a festa da qual você está voltando, ou vice e versa. Se o dia seguinte for de sol, você vai curar a ressaca com todos os outros habitantes da cidade lagarteando num Biergarten qualquer – e pedindo um Schnitzel com batata frita por mim, por favor. O Tiergarten é o Central Park de Berlim e oferece alguns Biergarten, mas qualquer restaurante à beira do rio também oferece a mesma coisa: (muita) cerveja, comida alemã e gente simpática. Pra viajante nenhum botar defeito.

Por que Budapeste vai entrar pra sua lista de lugares para conhecer

A capital húngara é parada obrigatória no Leste Europeu. Muitos brasileiros que visitam a Europa deixam a cidade fora de seus roteiros, mas Budapeste tem mil e um motivos para entrar na lista nas suas próximas férias. Você vai amar porque:

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Budapeste é linda. A cidade divide-se em Buda e Peste, cada uma de um lado do Danúbio, e já foi apelidada de Paris do Leste Europeu. É linda durante o dia, e de tirar o fôlego durante a noite. Como quase todas as cidades européias, você vai aproveitar melhor se for no verão, quando as temperaturas sobem e permitem passeios ao ar livre. Aliás, Budapeste é uma cidade que dá para conhecer – em boa parte – a pé.

De história a boas festas, ela oferece quase tudo. A cidade é lotada de gente jovem, a noite é uma das mais animadas da Europa (o Szimpla Kert é o bar mais diferente que você vai visitar na vida!) mas tem um lado histórico que não dá pra deixar de lado. Uma visita ao Castelo, que oferece uma das vistas mais bonitas da cidade, um passeio noturno pelo Parlamento e uma volta pelo centro – incluindo aí uma visita à Basílica de São Estevão – são obrigatórios. Outra parada obrigatória? As termas!

Captura de Tela 2013-08-28 às 08.49.02As famosas termas de Budapeste, e as escadas do Szimpla Kert.

 

As termas de Budapeste são muito famosas e o programa ideal para quem quer um dia relaxante. Ou uma noite animada – depois das 23h algumas termas abrem para festas aos Sábados.

E o que torna Budapeste ainda mais atraente? O preço. É uma das capitais mais baratas da Europa, onde você pode comer bem, fazer passeios e sair à noite sem gastar quase nada. Sem falar nas acomodações, muito mais acessíveis. Para quem faz o roteiro Londres-Roma-Paris é um alívio, uma vez que os gastos nessas outras cidades são incomparáveis.

E aí? Pronta para colocar Budapeste no roteiro? Dou a minha palavra, você com certeza vai querer voltar.

Minha próxima dica de viagem será Berlim. Então respirem fundo porque vai ser impossível resumir muito aquela que é, na minha opinião, a capital mais amada da Europa.

Milkshakes & Felicidade

Esse post é sacanagem com você que está com fome, com você (eu) que está de dieta e com você que não está com vontade de cozinhar hoje. Só avisando.

Não acho que tenha nada nesse mundo que eu goste mais que uma boa lanchonete. Hambúrguer, batatas fritas e um milkshake para finalizar (ou começar, você é quem sabe). E em homenagem a esses lugares disfarçados de paraíso reuni em um só post os melhores lugares em que já comi por aí.

The Ladies – Esslingen, Alemanha

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O The Ladies entra aqui porque é meu restaurante preferido. Entendo a ironia de meu restaurante preferido ficar a um vôo de 10h daqui, mas se você passar pelo sul da Alemanha (Stuttgart e arredores), faça um favor a si mesmo e não deixe de ir. A comida é incrível, o lugar é super charmoso (evite os dias de calor intenso do verão), a música é dos anos 50/60 e o milkshake é o melhor que já tomei na face dessa Terra. E olha que já tomei muitos milkshakes na vida. Você pode pedir desde o famoso $ 5.00 Shake (aquele que Uma Thurman pede em Pulp Fiction, e que no The Ladies é uma mistura de baunilha, framboesas e smarties) até milkshake de Ben&Jerry’s (meu preferido é Strawberry Cheesecake). O preço é inacreditável, e uma refeição completa sai por volta dos 15 euros.

Schwartz’s Deli – Paris, França

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A Schwartz’s é um pedaço do céu no bairro cool do Marais, como já falei uma vez por aqui. Meio Delicatessen, meio Diner, o restaurante oferece as duas opções, e, apesar de você estar em Paris, eu indico escolher a Diner. O lugar é o caos americano no meio do Marais, as porções são enormes, as batatas são fritas à francesa e eles fazem milkshake de Oreo, o que dispensa demais explicações. Perfeito para ir aos finais de semana, já que o Marais é passeio obrigatório para amantes de bons achados em brechós, maquiagens (por lá estão as lojas únicas da Make Up For Ever, Bobbi Brown, Jo Malone e Diptyque) e marcas exclusivas.

Shake Shack – Nova Iorque, Estados Unidos (e vários outros pontos!)

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Provavelmente a lanchonete mais famosa do mundo, a Shake Shack tem diversas filiais pelos Estados Unidos, uma em Londres e algumas pelo Oriente Médio e Turquia. Ou seja, se você estiver fora do país dá para escolher. A do Madison Square Park é a mais famosa por ter sido a primeira, quando o negócio começou com uma barraquinha de cachorros-quentes. Como o próprio nome diz, além dos hambúrgueres, hot dogs e batatas fritas (eles têm aquelas frisadinhas, que são incríveis!) eles oferecem milkshakes para o lanche ficar completo, com novos sabores no cardápio de tempos em tempos. A lanchonete já foi cenário para filmes e em 2005 ganhou o prêmio de melhor hambúrguer da cidade.

The Fifties – São Paulo, Brasil (e outros pontos também!)

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Como nem tudo nessa vida é vôo internacional, minha primeira vez no The Fifties foi após um show em São Paulo. Não há nada melhor que matar a fome com hambúrguer e milkshake, por isso virou quase uma tradição comer por lá toda vez que vou à cidade. O ambiente é, assim como The Ladies, uma volta no tempo (aos anos 50, mais precisamente) e as porções são mais que suficientes para matar qualquer fome. As batatas são uma delícia e o milkshake de chicabon é pra ninguém botar defeito. O melhor de tudo é que, além de São Paulo e Rio de Janeiro, o The Fifties tem filiais em outras regiões do país, uma delas em Curitiba, que, vai, é logo ali.

Impossível que eu não tenha despertado fome em ninguém, mas eu avisei e juro que os fins foram informativos, para você não deixar de ir quando estiver em algum desses lugares. Sou tão apaixonada por hambúrguer e milkshake que ainda volto para morar na Alemanha e fazer do The Ladies o quintal da minha casa. Como curiosidade, tenho mania de pedir o milkshake junto com a comida, e não como sobremesa, o que às vezes me faz motivo de piadinhas na mesa . Mais alguém faz isso ou sou só eu?

Depois de um post desse tamanho, minha mãe acabou de me ligar pra me convidar pra comer sopa. Épracaba.

Auf Wiedersehen

Não vou dizer que parece que foi ontem. Não parece. Fazem 11 meses que deixei o Brasil, e por mais que a saudade bata às vezes, meu coração ainda tá vermelho, preto e dourado.

Em dois dias estou voltando para o Brasil, levando comigo um ano de experiências que mudaram minha vida de cabeça para baixo, da melhor maneira possível. Que me ensinaram não só a ver o mundo com outros olhos mas também a me ver com outros olhos, e descobrir a pessoa que eu sabia que existia dentro de mim, mas ainda não tinha encontrado.

Volto para casa feliz por ter passado por tudo isso, e triste por ter que deixar a Alemanha para trás, de certa maneira. Fiz amizades incríveis, conheci lugares indescritíveis, criei lembranças para uma vida inteira. Um intercâmbio realmente é uma vida em um ano, e não um ano na vida.

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Mas não to aqui para filosofar sobre tudo que passei nos últimos meses. To aqui para dar um único e exclusivo conselho: viaje. Abrace a oportunidade que aparecer, ou corra atrás dela se ela lhe parecer distante. Vá descobrir outros lugares, outras pessoas, outras comidas, outras músicas, outros hábitos. Vá respirar outros ares, entender outras culturas, ouvir outras opiniões. Cada minuto que você passar fora de casa vai para sempre fazer parte de quem você é.

Vale a pena. De uma maneira tão boa e esmagadora que é impossível colocar em palavras. Não sei porque não fiz isso antes. Com certeza quero fazer de novo. Volto para casa temporariamente, ainda tenho muito mundo pela frente, se Deus quiser. À Alemanha fica meu Auf Wiedersehen, um adeus que significa, literalmente, até ver de novo.

ps: Essa ausência sem precedentes do blog foi para aproveitar 100% o tempo que me restava aqui. Volto no Brasil ao ritmo normal, se tudo sair como planejado 😉

Comendo bem em Paris

Já tinha feito um guia sobre Paris aqui, depois da minha primeira visita à cidade. Voltando mais vezes – e com mais calma, com alguma ou outra coisa à adicionar, ainda diria que ele é bem completinho para marinheiros de primeira viagem.

Só que o bom de conhecer uma cidade é poder voltar a ela e pular todos os programas turísticos. Ainda mais na época entre Natal e Ano Novo, em que a Champs-Élysées fica mais lotada que estádio em final de Copa. Dessa vez fui com calma, com a minha família, e pude andar por Paris sem compromisso, conhecer lugares incríveis e… comer muito bem! Taí meu primeiro guia de restaurantes imperdíveis em Paris.

Queria começar dizendo que obviamente não conheço todos os restaurantes da cidade. Dizem que o L’atelier é incrível, mas nunca fui, e que a Ladurée é imperdível – e apesar de ter ido, e gostado, não sou a maior fã de macarons – então esse é um guia bem pessoal. Dito isso, prossigamos:

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A primeira parada tinha que ser no lugar que, para mim, é o paraíso na Terra. Do tipo, a comida no céu deve ser assim. No céu deve ter cascatas de chocolate quente e bandejas de croque monsieur e poderemos todas comer sem engordar. O famoso Angelina fica na Rue de Rivoli, e apesar de existirem vários outros Angelinas pela cidade, esse é o mais famoso e mais bonito. Tem fila para entrar, e não é pouca, mas juro que vale cada segundo. Sei que há clichês em Paris que são verdade e que são mentira, mas esse é 100% verídico: o chocolate quente deles é o melhor e mais famoso. É inexplicável, é como nenhum outro que já tomei na vida, e se você gosta de chocolate como eu, é isso que você espera encontrar quando chegar no céu. E custa 7,9 euros.

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Schwartz’s. Escondido no Marais, um dos lugares mais legais de Paris, entre barraquinhas de falafel, brechós super atuais e lojas de grife, numa ruela não faz jus ao que é essa delicatessen. Se olhar pelo vidro, você vai perceber que de Parisiense ela não tem nada – nem o nome!. A Schwartz’s tem todo um clima norte americano, dos anúncios antigos e quadros famosos aos Simpsons ao fundo e citações engraçadas nas paredes. Tudo lembra as antigas diners americanas. O cardápio varia de delicatessens francesas a hambúrgueres americanos – na essência e na porção, enorme. Milkshake de Oreo é uma das opções para acompanhar as batatas fritas – que são incríveis – e não tem como não sair feliz de uma refeição por lá.

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Les Ombres. Sim, colocar o Les Ombres aqui é até sacanagem, mas jantei lá no Natal e não posso não recomendar. O restaurante fica no topo do Museu Quai Branly – em frente à Torre Eiffel. A vista é tão linda – principalmente à noite – que se a comida não fosse tão boa você ia até esquecer que foi lá para comer. Mas a comida é incrível. O chef prepara tudo na cozinha da casa, de foie gras a risoto trufado, e é tudo delicioso. O atendimento é impecável, e a vista nem se fala. O preço, como qualquer lugar famoso em Paris, é salgado, mas em ocasiões especiais, vale cada centavo.

"Café ""La Chaumiere en L'Ile"", Ile de St. Louis, Paris, France"

Já que nem tudo é caro nessa vida, o La Chaumiere en L’Ile é um restaurante escondido na esquina da Île Saint-Louis, atrás da Notre Dame, com preço modesto e comida gostosa. O entrecôte com batatas ao creme é incrível.

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E se é para comer bem e gastar pouco, um destino certo é Saint Michel. A região é cheia de restaurantes dos mais variados tipos – gregos, italianos, turcos, franceses, marroquinos… – e todos super em conta. Entre eles, o Le Clou de Paris. Para mim, o cheeseburguer com batatas fritas que leva um molho especial é imbatível.

Resumindo, é isso. Paris tem mais milhares de restaurantes maravilhosos, e ainda melhor que comer bem por recomendação é encontrar, despretensiosamente, um restaurante incrível, para comer bem em boa companhia – e depois sair para passear e fazer umas compras, que ninguém é de ferro 😉

London, I love you!

Não há palavras para descrever como me apaixonei pela cidade. Viajei, por incrível que pareça, sem muitas expectativas. Sempre achei que Londres seria legal, mas queria mais era conhecer a Itália, a Grécia, a Croácia ou qualquer outro lugar com cara de férias. Achei que Londres seria muito… cidade grande.

E é. Só que é muito mais que isso, e essa foi a minha maior surpresa.

A cidade é histórica, mas é jovem, vibrante e viva. E também é como nos filmes. A primeira coisa que reparei foi em como eles retratam bem a cidade. Dos pubs aos nativos ingleses, dos becos e ruelas ao vocabulário que é simplesmente uma graça (tente trocar elevator por lift, subway por underground, e garbage por rubbish!), tudo é como a gente imagina. E… sim. Eles usam libras, que apesar de tornar tudo mais charmoso, é caro pra chuchu.

Ainda a$$im, dá para aproveitar bem a cidade. Fiz muita coisa por lá, mesmo que nem tudo o que gostaria. A cidade é enorme e lotada de coisas para ver/fazer, e acaba sempre ficando aquele gostinho de quero mais, então aqui vão as minhas dicas:

Aprenda sobre a cidade… por lá mesmo! Saímos num desses walking free tours com a New Europe (tem site aqui!) e foi um dos melhores tours que já fiz. Mark, nosso guia, explicou de forma divertida e nada – nada – tediosa a história de Londres, fatos engraçados e curiosidades, com direito a fotos e piadas recheadas do famoso humor inglês. Imperdível.

Um dos lugares mais bonitos, na minha opinião, é a Abadia de Westminster – lá mesmo, onde Kate Middleton casou. Os horários de visita são um pouco ruins, e o custo é de £ 16.00, então se quiser um conselho, vá assistir à missa. Não pela entrada não ser cobrada, mas porque a missa é linda. Não sei como é todos os dias, fui no Domingo, e o padre falou que era a 5ª missa daquele dia. Ela é rápida, nada tediosa e emocionante, e apesar de não poder tirar fotos, dá, ao final da cerimônia, para olhar os detalhes com mais calma, já que a saída se dá pelo corredor principal.

Outros lugares que você precisa ver com os próprios olhos são os clássicos: o Palácio de Buckingham, o Parlamento, a Torre de St. Stephen (aka Big Ben 😉), Trafalgar Square, a London Eye (a volta é salgadinha mas vale cada pence – compre o ingresso com certa antecedência) e todos aqueles lugares famosos. Não dá para voltar de Londres sem uma foto, é que nem sair sem posar na frente da famosa cabine telefônica vermelha.

Mas tem o lado – história, + sacolas que você precisa conhecer. Oxford Street, Bond Street e Piccadilly Circus. Como já falei no post anterior, Oxford é uma região de compras das mais legais que se pode encontrar em Londres, e o Piccadilly é, em definição, a Times Square londrina. Outdoors, luzes e muita gente fazem desse um dos melhores pontos para se visitar à noite (mas não muito à noite, os londrinos dormem cedo!).  À frente, todas as lojas modernas (como a M&M’s World), música e guichês para compra de ingressos da Broadway, e no sentido contrário, lojas refinadas, livrarias de 5 andares e delicatessens (se é que dá para chamar assim) incríveis, como a Fortum & Mason.

Uma outra região que virou uma das minhas preferidas foi a parte de baixo da cidade, principalmente de London Bridge à Westminster Bridge. O passeio à beira do rio é de tirar o fôlego, principalmente à noite, quando a cidade acende em luzes coloridas. A parte de Blackfriars/Southwark parece um típico filme londrino, com muitos becos, restaurantes, cafés e até um barco pirata. Já de Millenium Bridge até Westminster Bridge, o passeio é animado com barraquinhas de comida/bebida, músicos, bolhas de sabão e um carrossel, até chegar à London Eye. Imperdível e apaixonante.

Sair à noite, seja para comer churros à beira do rio ou beber cerveja num dos infinitos pubs, é fundamental. A cidade é ainda mais bonita quando o sol se põe, apesar de que a noite por lá acaba cedo, e os pubs fecham em torno da 1h da manhã. Falando em pubs, eles estão abertos durante o dia todo, então seja para o almoço ou para o jantar – ou só para beber mesmo! – são sempre uma boa pedida. Dos que fui, gostei de todos. A maioria tem aquela decoração bem típica inglesa, nomes que são uma graça (como The Old Munk ou The Bunch of Grapes), fish & chips no cardápio (tem-que-provar) e comida deliciosa.

 

Fora isso, há Notting Hill (♥), muitos mercados legais – de comidas incríveis a antiguidades – os parques, os museus, os musicais, o Teatro de Shakespeare, o East Side, o Chelsea e mais uma infinidade de coisas. Londres vai acabar te deixando querendo mais, de um jeito ou de outro. E tem também tour para todo tipo de gente, de fãs de Harry Potter àqueles que quiserem conhecer os passos de Jack o Estripador. Impossível não agradar.

E é isso! Espero que tenham gostado. O post é longo, mas para quem estiver de viagem marcada acho que ajuda bastante a ter uma noção da cidade.

Quer saber uns fatos engraçados (e outros nem tanto)?

– Big Ben é na verdade o maior sino da torre, e não a torre em si. Ele só toca em horas inteiras, ao contrário dos demais.

– Wellington foi o cara que ganhou a batalha de Waterloo, e o ego dele era tão grande que praticamente tudo por Londres leva o nome dele, de pubs a botas de chuva.

– A bandeira do Reino Unido se chama Union Flag, na verdade verdadeira, ela só se chama Union Jack quando está no mar.

– Quando a rainha está em casa (leia-se no Palácio de Buckingham), a bandeira hasteada no topo do prédio é a bandeira real, ou Royal Standard. Quando ela não está, é a Union Flag.

– Leve um guarda chuva. O tempo abre e fecha num piscar de olhos e pode ser que chova quando se menos espera.

Londres

Mal cheguei de Paris (e ainda nem paguei minha dívida de colocar uns post sobre a cidade aqui) e estou fazendo as malas para embarcar amanhã para Londres. 😀

Dessa vez consegui me programar melhor e avisar antes de ir, apesar de que ainda to mal de programação porque nem fiz as malas e já é meia noite. De qualquer forma, espero voltar semana que vem com muitas e muitas novidades para vocês.

Sempre quis conhecer a cidade, e ainda nem sei o que esperar, para falar a verdade, mas uma volta na London Eye e uma visita ao Big Ben (e quem sabe um pratão de fish&chips) com certeza estão na minha lista de coisas para fazer. Se alguém tiver alguma dica para dar, pode deixar nos comentários que vai ser muito bem-vinda.

No mais é isso, e vamos aproveitar.

See you soon 🙂 🙂