Cabelos de anjo

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, já dizia Sócrates. Uma coisa é folhear uma revista, tomando um Ovomaltine, e ter a certeza de que a atriz da capa está montada no photoshop. A menina não tem poros, não tem pelos e você sabe que ela não é assim de verdade. Outra coisa é quando você assiste a um desfile da Victoria’s Secret.

Já ouvi gente dizer que entra em depressão #dramas, para de comer o que está comendo na hora, dá um bizu na própria barriga e se promete realmente seguir a dieta a partir da próxima semana. Acho tudo muito dramático, porque né, beleza é metade genética, e metade esperteza, já dizia Platão. E como já falei das artimanhas que se usam para deixar mulheres lindas ainda mais bonitas (se é que é possível; mentira é sim), vamos ver o que esse ano agregou a nosso conhecimento truqueiro:

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Todos os produtos usados nos cabelos foram ghd: secador, chapinha e babyliss. A marca é tão boa quanto cara, é a Ferrari dos produtos de cabelo, e o secador deles é praticamente o equivalente de uma Mason Pearson, aquela que todas querem e poucas têm coragem de comprar. Não surpreende. Rolou até um vídeo no canal da marca ensinando a enrolar os cabelos com a chapinha de maneira super fácil mas eu achei que ficou parecendo que Lindsay dormiu com um gato na cabeça. Então achei bem melhor e mais explicativo esse vídeo aqui:

Acho que eles realmente usam produtos da Victoria’s Secret, e esse Body & Hold é um mousse para dar textura e volume aos cabelos que parece ser bem honesto. Eu morro de medo de testar essas coisas porque uma coisa que não preciso no meu cabelo é de corpo, mas não vou mentir que, realmente, volume é o que deixa os cabelos bonitos, e a mulher mais sexy. Fazer o quê. Acho curtinho legal, adoro a Maria Casadevall (não é pra ser rap, mas rimou), perdi minha implicância com Karlie Kloss depois de assistir a uma entrevista com ela e agora acho ela uma fofa mas… Realmente acho que mulher de cabelo comprido – na grande, esmagadora maioria das vezes – é mais sexy.

A novidade ficou por conta do… batom na cara. Não aquele fui retocar o batom bêbada e errei o alvo, e sim uma versão revisitada do usando batom como blush que a gente já fazia para se safar quando esquecia o blush em casa há séculos, dessa vez por baixo da base, antes de passar o blush em pó. E não é que ficou bom e com cara de saudável? Aí que eu tava achando esse papo meio 2003, sei lá, eu usava batom como blush em 2003, mas descobri que não, que o assunto tá super em voga! Olha aí na Into The Gloss, uma matéria só sobre batons que dão ótimos blushes.

Aí você junta a isso quilos de glitter corporal, auto bronzeador, base para o corpo (aquelas mesmas que usam sempre que um desfile envolve biquíni), apliques de cabelo, cílios postiços. E você pode não ser Gisele, mas com certeza fica uma versão muito melhorada de você mesma se tentar a mesma coisa. E descobre que não precisa ficar depressiva, precisa é ficar esperta. Enquanto você resmunga que não tem o corpo de uma angel, tem uma amigue passando autobronzeador e spray de brilho para sair, então anime-se, cada um luta com as armas que tem. Maquiagem é uma coisa de Deus e foi feita pra essas coisas, para tornar você uma pessoa mais feliz e confiante. E o homem moralista que disser o contrário está mentindo, porque ele se acha descolado o suficiente. “Acho lindo mulher ao natural, de tênis e camiseta, sem maquiagem”, mas totalmente sairia com Candice Swanepoel se pudesse. Não acredite nos homens, já dizia Aristóteles.

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A Bela e a Fera como você ainda não viu

No pós apocalipse que é final de semestre, pelo menos pra mim, o blog fica parado porque, né, alguém aqui (hãm, eu) precisa passar de ano. Mas quando tudo passa (ou quase tudo, ainda não entrei 100% de férias) as coisas ficam mais calmas e eu volto cheia de coisas pra contar.

Pra você que tá de férias – ou não, também não precisar estar de férias – a dica é boa. Tá todo mundo careca de saber que eu gosto de assistir seriados. Tipo, bastante. Já falei aqui de Castle, Suits, Pretty Little Liars, Orange is the New Black, e a lista poderia ser bem mais longa. Aí que, adicionando à lista, chegou a hora de falar de Beauty and the Beast.

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Sei que tem gente que não aguenta mais ver remakes que nunca são realmente iguais ao original. Mas Beauty and the Beast, da CW, não é um remake, é uma repaginada que em quase nada lembra A Bela e a Fera, não fosse pelo fato de ter uma fera. E uma bela. A série conta a história de Vincent, um médico que foi servir no Afeganistão após a morte do irmão e acaba entrando num experimento do governo que visa criar homens quase indestrutíveis para servir no exército. O experimento sai fora de controle e o laboratório responsável passa a caçar os soldados, que viraram meio humanos meio feras. Catherine é uma detetive e é num dos casos dela que os dois se cruzam. Long story short, parece uma história bobinha, mas aposto que após assistir o piloto você não vai conseguir não assistir tudo. A série está na segunda temporada.

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Kristin Kreuk é uma das minhas atrizes preferidas. Linda até dizer chega, fofa e vive rindo – em praticamente todas as entrevistas, é difícil encontrar uma filmagem dela séria. Jay Ryan é uma revelação e tanto (e tanto – principalmente sem camisa #prontofalei). E o que deixa tudo ainda mais legal é que os dois têm uma química incrível, que transparece na tela. Rolam até boatos de que a relação teria saído da série pra vida real, mas Jay é casado e acabou de ter uma filha então sei lá né, são só rumores.

Pra dar um gostinho, olhaí o gag reel do DVD. É sempre a parte mais legal de qualquer seriado, impossível não rir: