Sucesso é arte, fracassar faz parte

Dizem por aí que a geração Y (nós, cambada, todo mundo entre os anos 70 e meados de 1990) é impaciente, quer sucesso e dinheiro no bolso da noite para o dia, melhor ainda se for da noite da formatura para o dia seguinte. Dizem que a gente quer tudo de mão beijada, que não quer dar duro para subir na vida e que quer chegar a CEO antes dos 30. E é verdade. Quem anda dizendo isso aí tá coberto de razão. Errados estamos nós.

Anna Wintour, Oprah, Madonna, Truman Capote, Jerry Seinfeld, Michael Bloomberg, J.K. Rowling, Mark Cuban, Walt Disney, Elvis e Steve Jobs. Sabe o que todos eles têm em comum? Todos já foram demitidos alguma vez na vida. Todos eles têm as mais diversas histórias para contar, e garantem que fracassar muitas vezes é o que leva você ao sucesso. De histórias engraçadas, como o editor que disse que Walt Disney não tinha imaginação nem boas ideias, até histórias beirando o inacreditável: Steve Jobs foi demitido da empresa que ele mesmo fundou. Madonna foi demitida no seu primeiro dia de trabalho numa filial do Dunkin’ Donuts, e J.K. Rowling foi demitida porque passava tempo demais escrevendo (o que na época era o primeiro livro de Harry Potter). Entende a moral da história?

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Tudo bem! Você não vai sair do berçário (nem mesmo da universidade) para a cadeira de diretor executivo. Você vai passar perrengues, ganhar experiência, conhecer pessoas, ter um pouquinho de sorte, e um dia vai chegar lá. É por isso que todo mundo aconselha você a fazer o que gosta. Porque essa estrada – aquela para chegar lá – é tortuosa e depende muito da sua motivação. Se você bater o pé e ficar de mimimi ao primeiro não que ouvir pela frente só estará provando (por A + B e com prova real) que não tem maturidade para conseguir o que quer.

Mark Zuckerberg foi ver a cor do dinheiro com o Facebook pela primeira vez aos 25 anos. Warren Buffett, aos 25, era analista de valores imobiliários. Jay-Z era anônimo com essa idade, e Ralph Lauren era assistente de vendas. Todos eles já passaram por poucas e boas para chegar onde chegaram, mesmo aqueles que chegaram cedo. Acontece que na hora de buscar um exemplo, a gente pula essa parte da biografia, e vai direto para a parte do sucesso – e do dinheiro, e da fama. Todo sucesso tem um caminho, infelizmente (ou felizmente!) não tem mistério. É trabalho (muito trabalho), dedicação e vontade.

Então se você está saindo da universidade agora e está deprimido porque acha que não vai conseguir ter casa própria/comprar um carro/abrir sua empresa/ser promovido/insira-um-sonho-aqui no tempo que achou que iria (tipo antes dos 25), pare de agir como um garotinho mimado e deixe para queimar seus neurônios com aquilo que interessa: trabalho. Porque no fim o futuro se resolve melhor do que a gente imagina, e como disse Steve Jobs, a gente nunca consegue conectar esses pontos olhando para frente, só olhando para trás.

Agora se você ainda não cansou dessa tema, vale muito a pena gastar mais uns minutinhos lendo sobre toda essa gente de quem acabei de falar – e mais algumas outras histórias de quem chegou lá. O Business Insider fez uma lista de gente bem sucedida que já foi demitida alguma vez na vida aqui, e uma outra lista com o que várias delas estavam fazendo aos 25 anos de idade. Para parar de mimimi.

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Maquiagem, contornos e um cara que você precisa conhecer

Maquiagem tem poder de Photoshop, com a vantagem de estar ali, ao vivo, pra todo mundo ver – e comprovar. Ninguém olha uma mulher maquiada e dispara um “ahh, mas isso ali é maquiagem”. Maquiagem é, de certa forma, real.

Até você conhecer Samer Khouzami. O maquiador libanês é responsável por verdadeiras obras de arte em forma de maquiagem. Aliás, por verdadeiros trabalhos de Photoshop, sem a tecnologia digital. Os traços e cores fortes lembram muito o estilo Kim Kardashian: bastante contorno e jogo de luz e sombras, olhos bem marcados, cílios postiços… O resultado é esse aqui:

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Suas maquiagens passam longe do leve, nem-parece-que-me-maquiei – até porque suas clientes são, em grande parte, libanesas, que amam um rosto bem maquiado – mas também não chegam nem perto de serem pesadas, do tipo massa corrida. O que é um dom e tanto. Em grande parte por suas técnicas, mas também pelos produtos que Samer usa.

O segredo… está lá no Instagram dele, para quem quiser ver! Todos os produtos, todas as transformações. Quer que eu adiante pra você? MAC, Giorgio Armani, La Mer e YSL estão entre as escolhas dele. Mas uma das marcas preferidas, a base que ele usa quase todos os dias é… Laura Mercier. Aquela que faz um Photoshop que só vendo, sobre a qual falei por aqui. A base é realmente tudo isso, e a prova… A prova nem precisa mais né?

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Um duo de contornos é o item que, depois de uma passada no Instagram de Samer, entrou em primeiro lugar pra minha lista. O Instagram é também o lugar perfeito pra buscar inspiração. Impossível não sentir nem um pouquinho de vontade de sair de casa maquiada depois de uma passadinha por lá. To mentindo? 😉

Roube como um artista!

Pablo Picasso uma vez disse que arte é furto. Que bons artistas copiam, e grandes artistas… Bem, grandes artistas, eles pegam tudo aquilo que já viram por aí e transformam em obra deles. Em outras palavras, eles furtam.

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Quando li (li não, devorei) o livro de Austin Kleon me identifiquei em cada capítulo. Quem já me ouviu contar algumas histórias sobre a infância sabe que alguns dos meus deveres de casa foram furtados de filmes que vi, livros que li e até de um show de mágica ao qual assisti uma vez. Eu tinha uma vontade sem fim de contar histórias que já tinha ouvido toda vez que me pediam para escrever uma redação, e foram elas que me trouxeram os melhores resultados.

A questão é, dificilmente alguma coisa é 100% original. E tudo bem! A arte – e quase tudo nessa vida – nada mais é que um remix de tudo aquilo que já vimos, e que de alguma forma nos agradou, amarrado com um laço que é nosso toque pessoal, e que faz desse nosso próprio trabalho. Pintores o fazem, músicos o fazem, escritores o fazem, e abraçar esse fato é uma das chaves para a criatividade.

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Tá, e oquéco? Qual o ponto disso tudo?

Se você pretende se trancar numa sala de escritório e não produzir mais nada pelo resto da sua vida, esse texto talvez não seja pra você. Mas se você, independente de ser um guitarrista, um estilista, um diretor de marketing ou um engenheiro, quer gerar boas ideias que levem a excelentes trabalhos, dê uma chance ao livro. Agora. Ou ao menos escute o que Austin tem a dizer, assistindo a ele no TEDx, e tire suas próprias conclusões: