O que aprendi com O Diabo Veste Prada

Não, não foi sobre como escolher sapatos ou saber a importância do azul cobalto. O Diabo Veste Prada é, na verdade, a maior lição que já aprendi sobre sucesso profissional (no alto dos meus 22 anos, eu sei, mas ainda assim…). Gosto tanto de falar sobre essas coisas que quis inaugurar uma nova tag no blog sobre estudos/trabalho. E espero que gostem.

Captura de Tela 2013-02-24 às 15.02.22

No filme, Andy é uma garota que cai de para-quedas num emprego que 1 milhão de garotas matariam para conseguir, mas que para ela nada mais é que um caminho intermediário para chegar onde realmente quer. O emprego não tem muito (ou nada) a ver com ela, e a verdade é que os primeiros meses são, como remete o título, um inferno…

assim como todo primeiro emprego/estágio/ano de faculdade que conheço. Sim, são realmente poucas as pessoas que, tão novas, já podem trabalhar com aquilo que amam e – mais raro ainda – ganham bem por isso (e mesmo elas passam por dias ruins no trabalho, acredite). A maioria de nós precisa passar por esse processo intermediário, ganhar experiência, fazer contatos, e isso não quer dizer, nem de perto, que seja algo ruim.

Captura de Tela 2013-02-24 às 14.54.08

A verdade seja dita, assim como as primeiras matérias da faculdade, bem gerais e bem diferentes daquilo que a gente se propôs a estudar, os primeiros meses de trabalho podem não ser nada interessantes. Você vai ser jogada de cabeça em tarefas que não sabe desempenhar, vai ser obrigada a entender um vocabulário que, a princípio, parece impossível de ser aprendido (siglas, jargões, números de identificação…), vai fazer trabalho de pré-escola (tirar cópias, entregar documentos em outros departamentos, quem sabe até fazer café!) e vai achar que o mundo é injusto e que seu chefe não percebe que você acabou de chegar e não tem a mínima ideia do que está fazendo.

Tudo isso é normal e acontece com todo mundo. No meu primeiro dia de estágio, aos 20 anos, cheguei em casa chorando (e um ano depois chorei ainda mais porque não queria mais ir embora). Na minha primeira apresentação de projeto no atual estágio, a única coisa que passava pela minha cabeça, enquanto as palavras saíam da minha boca, era: “que diabos eu estou fazendo?”. Você não é a única – realmente acontece com todo mundo.

Captura de Tela 2013-02-24 às 14.54.19

A questão é que é exatamente isso que diferencia um bom profissional de um profissional ruim. Todo mundo tem um começo de carreira, e o modo como você lida com isso, querendo ou não, define quem você é. Seu chefe está vendo como você lida com as coisas, e a não ser que você não precise desse emprego (nem de emprego nenhum), a opinião dele a seu respeito vale muito.

Por isso, cabeça erguida e disciplina são palavras de ordem. Dê, sem meias palavras, o seu máximo. Seja pontual, mantenha uma atitude profissional, faça contatos no seu ambiente de trabalho, seja gentil com as pessoas com quem trabalha (você nunca sabe quando precisará delas), fique atento aos prazos que tem para desempenhar suas tarefas e, o mais importante, nunca espere seu chefe lhe passar trabalho para, de fato, trabalhar. Se ele não tem nada para você no momento, pergunte aos colegas de trabalho dele se precisam de alguma coisa, seja prestativa. Passe a conhecer as pessoas com quem trabalha, e adiante-se aos pedidos de seu chefe. A cena em que Andy entrega a Miranda o manuscrito do último livro do Harry Potter e diz que cópias encadernadas já estão com as filhas dela é uma das melhores do filme – assim como a cena memorável da transformação de Andy.

Captura de Tela 2013-02-24 às 14.54.28

Você nunca sabe onde um mero estágio pode levar, e pode ser que aquele trabalho a princípio desinteressante seja o divisor de águas da sua carreira. Como disse Steve Jobs no discurso de uma formatura em Stanford (im-per-dí-vel), você não consegue enxergar um sentido olhando para frente, mas daqui uns anos, olhando para trás, será capaz de ligar os pontos e entender que tudo o que fez a levou a chegar onde chegou.

Anúncios

Cara Lavada

A verdade seja dita, poucas coisas me preocupam tanto quanto problemas de pele. É uma das coisas na qual mais invisto porque para mim não tem preço uma cara bonita – lavada.

Quem me conhece sabe que minha pele é super sensível. Parece até brincadeira. Um dia a mais sem lavar os pincéis, sem trocar a fronha do travesseiro, a toalha de rosto, um dia exagerando na comida, sem tirar a maquiagem direito ou sem lavar com o sabonete certo, um dia sequer, e o esforço de meses (sem exagero, meses) vai por água a baixo. No dia seguinte acordo com a pele horrível. O cuidado tem que ser constante, e vou dizer que é uma droga (só porque não uso palavrões, senão diria pior).

Nas últimas semanas, andei fazendo tudo isso – de errado. Com o trabalho começando e mil coisas que tinha para resolver em paralelo, não deu tempo de nada, muito menos de cozinhar direito. O resultado foi totalmente previsível. Aí começaram os trabalhos para correr atrás do prejuízo.

Revirei a internet atrás de um produto que realmente fizesse diferença, li milhares de resenhas e fui, praticamente de olhos fechados, até a farmácia. Encontrei o produto, comprei e comecei a usar. O Effaclar Duo, da La Roche Posay, é o que eu chamaria de milagre em tubo. Em três dias e minha pele mudou da noite para o dia. Não sei como isso acontece, e li inclusive que a formulação do produto na Europa é diferente da formulação nos Estados Unidos, e que o produto funciona de forma diferente dependendo de onde você compra. Como a formulação européia (?) é, aparentemente, menos agressiva, ele pode ser usado como hidratante todos os dias, que é o que venho fazendo. A diferença é gritante.

effaclar-duo-40ml-la-roche-posay_1280670_2920

É lógico que milagre não se realiza sozinho. Nos últimos dois dias cortei açúcar, doces e frituras, lavei os pincéis e fiz praticamente tudo que estava ao meu alcance. O produto ajuda a tirar as manchas, melhorar o aspecto da pele e evitar que o problema ressurja, mas é lógico que teve um esforço da minha parte.

Fiquei tão empolgada que saí pesquisando mais produtos milagrosos, e bati de frente com o Heal Gel Intensive. Ele foi desenvolvido por cinco cirurgiões plásticos e ajuda a suavizar a pele, renovar as células e melhoras a aparência de cicatrizes. Só ouvi boas coisas desse produto também, e sempre acho que não existe coincidência. Se tá todo mundo falando bem, alguma coisa tem.

HGI-30ml-home

O produto é carinho e chato de encontrar. Acho que só pelo site mesmo. Mas taí um investimento que faria sem arrependimentos. To me coçando para comprar, e quando isso acontecer (porque vai!) venho aqui contar minhas impressões sobre o produto.

Se alguém sofre do mesmo problema que eu, bem vinda ao clube saiba que tem solução. Dá-lhe paciência e disciplina, não é fácil, mas é solucionável. Pode respirar aliviada 😉

RED

Nunca imaginei que um dia faria um post sobre Taylor Swift. Mas também, já achei que nunca tanta coisa que para manter a palavra hoje em dia é melhor nem dizer nunca. Confuso?

Sempre achei ela meio super sem sal. Sempre com o mesmo cabelo, mesmo estilo de roupa e tudo mais. Bonitinha, sim. E nunca erra. Mas também nunca olhei uma foto dela e achei incrível. Até que ela lançou um novo CD.

1

Com RED vieram músicas novas, roupas novas, cabelos novos e até uma atitude diferente. Parece papo de revista (e meio que é, li uma entrevista com ela, final do ano passado, nessa linha), mas a verdade é que ela finalmente mudou para melhor.

2

Hooray! A franja é bem controversa, mas vou dizer que eu amo, porque faz com que ela finalmente faça escova no cabelo. Eu, pelo menos, não aguentava mais o crespo. Os vestidos ficaram mais decotados, as cores mais fortes, até a pose mudou. Tem até uma criatura de verde na última foto morrendo de inveja huhu

3

E para tudo para um dos vestidos mais bonitos de todos os tempos. Esse segundo nude da montagem é meu preferido. E eu realmente to gostando do cabelo. Dizem que pela divulgação do CD – e pela nova fase, vai saber – Taylor agora só quer saber de vermelho. To sentindo uma vibe 😉 (e essa foi a pior frase de todos os tempos, mas achei pertinente).

4

Olhando de perto, não sei como ela consegue ter a pele tão perfeita. A maquiagem tá sempre impecável, nem um borrão, nem um deslize, não importa o quão HD seja a câmera. Sinceramente, namorar 23 caras em um ano deve fazer bem.

E, sim. Eu ouvi o CD. E pelas contas do meu iTunes, ouvi I Knew You Were Trouble 37 vezes. Hoje.

Não me julguem.

P&B

Acabei de passar pelo corredor e vi um cara vestido de cerveja (2l), e o dormitório inteiro tá reunido ao som de Fliegerlied. É carnaval na Alemanha também, pra quem não sabe. Mas eu trabalho amanhã. Essa é uma das desvantagens do carnaval alemão. Ein prosit por eu estar indo dormir em 2h, e escrevendo um post hoje.

Tão sem criatividade quanto eu essa noite, as vitrines da Zara – e de várias outras marcas por aí – estão recheadas de preto e branco. Quando a gente acha que o inverno tá chegando ao fim e que cores e temperaturas quentes virão, nee, tudo preto e branco, que é pra alegrar o ambiente.

1

Achei ruim porque passei os últimos meses vestindo só essas duas cores. Eu queria pink, queria azul, queria biquínis queria praia, mas a gente tem que fazer funcionar como dá. Nesse caso, ir além do bordô e daquele verde-sem-nome que tem a maior cara de inverno, e montar um preto e branco über legal.

2

Preto e branco é fácil. Dá para ir de tudo preto, tudo branco, branco com preto e preto com branco, com quase zero possibilidade de errar feio. O mais legal, e o menos previsível, é ir monocromática ou se jogar na mistura de texturas: jeans preto, paetê, tricot e por aí vai. Fica lindo, e bem melhor que aquele calça preta-camisa branca que, convenhamos, é a roupa que vou usar para trabalhar amanhã. (um beijo, ferro de passar! um beijo, mãe!)

3

Três looks bem diferentes e lindos, em 3 ocasiões bem diferentes. A verdade é que ninguém precisa ficar postando montagem de combinação com preto e branco. Joga no Pinterest que aparece inspiração até 2014. Sim, no Pinterest. O Google Images é bem menos seletivo.

4

Aqui com um vestido rosinha que – fecha o olho e imagina aí – faz as vezes de branco. Couro, paetê, e para quebrar a monotonia, unhas azuis. Te confessar que ando morrendo de vontade de pintar a unha de azul ultimamente. Perguntei na empresa se podia ir trabalhar com as unhas pintadas de azul e me disseram que se eu não me vestir de indigente ou travesti tá valendo. Tomei isso como um sim. O azul da Essie, que é lindo de morrer e chama Mesmerize, tá na lista.

Long-story-short, se prepara, porque se a Zara daí chegar com a mesma coleção que a daqui, você só vai ver preto e branco – e amarelo, que não conta. E agora falando sério, por mais que eu esteja xingando, preto com branco é uma das combinações mais bonitas – e mais legais – de todos os tempos. E não sai de moda nunca.

Dicas (de beleza) de utilidade pública

Pode parecer exagero de título, afinal que dica de beleza poderia ser utilidade pública? Né? Não. Quando digo que é utilidade pública, é porque é mesmo. Pelo menos por pessoas que passam pelos mesmos problemas que eu. Então hoje o post é 2 em 1, com duas soluções boas para problemas belezísticos que eu demorei 22 anos para encontrar.

Começando pelas unhas. Roí as minhas desde quando me entendo por gente até mais ou menos 2010. E como boa viciada em recuperação, tenho minhas recaídas. Faço as unhas toda semana para não ter esse problema, mas é só ficar sem fazer ou passar por alguma situação de ansiedade/nervosismo que elas voltam ao estado inicial de miséria. Yeap. O problema é que com isso elas ficaram fracas, e hoje em dia, por mais que cresçam sem serem roídas, quebram antes de ficarem compridas de verdade. Não importa o que eu faça, nada faz com que elas cresçam sem quebrar. Ou fazia.

1

Parei na farmácia para comprar shampoo e esbarrei com esse milagre em forma de base. Já tinha ouvido falar, mas nunca tinha dado muita bola. E o negócio é mi-la-gro-so. Usei por 2 semanas e já sinto minhas unhas muito mais fortes. Muito mesmo, não é exagero. Minhas unhas finalmente estão crescendo fortes, o que nunca tinha acontecido antes com base nenhuma. E o melhor, sem lascar/quebrar no meio do caminho. Não vivo mais sem. Se você tem o mesmo problema com as unhas que eu tenho, querida, invista. Sally Hansen é chatinho de achar, mas nem que você tenha que comprar pela internet, mandar buscar nas colinas da Mongólia, pagar a facada que for na Drogaria Iguatemi. Essa é daquelas que valem o esforço.

A dica número dos é de cabelos. Os meus embaraçam demais, e a situação é ainda pior quando saio do banho, com os cabelos molhados. Enrolou a toalha na cabeça, RIP hair, metade sai no pente ou na escova, e isso que uso aqueles de madeira e faço todas as frescurices que me mandam para não quebrar os fios. Há mais ou menos uma semana comprei o Moisture Kick, condicionador em spray da Schwarzkopf (que até antes de vir morar na Alemanha parecia impossível de ser pronunciado), e as coisas melhoraram muito.

2

Na verdade verdadeira, o Moisture Kick, como o próprio nome diz, é uma hidratação rápida e eficiente para os cabelos, pós lavagem. Mas também cumpre a missão de, no meu caso, desembaraçar os fios como mágica. O cabelo praticamente derrete, e depois de seco, fica hidratado de um jeito que – juro! – nem meu Moroccan Oil já deixou um dia. Incrível, e indispensável. Tenho usado todas as vezes que lavo o cabelo e estou amando o resultado.

Aqui ele custa uns 16.00 euros, muy bien, no Brasil é a bagatela de uns 80 reais. Eu sei, que vida injusta. Aí vai do quanto você precisa do produto na sua vida. Para mim, o problema dos cabelos sempre foi contornável (essa palavra existe?!), meu cabelo sempre foi grosso, e como não tem química nem nada, sempre foi saudável. Se tivesse que investir $$ em algum dos dois produtos, iria de Sally Hansen, mas aí prioridade é prioridade. Meu trabalho aqui é informar, e esse acabou de ser feito.

Stuttgart!

A maioria das pessoas já sabe – na verdade, a maioria das pessoas ficou sabendo por outras pessoas – mas imagino que mesmo assim ainda seja novidade para alguém. Ontem, dia 02.02, era para eu estar desembarcando no Brasil, voltando para casa… Mas às vezes a vida reserva outros planos para a gente – às vezes a gente mesmo, sem saber direito, reserva outros planos – e agora estou em Stuttgart, na Alemanha, para uma temporada de mais 6 meses.

1

Não sei explicar direito. Na verdade o maior motivo de não ter conseguido avisar a todos em tempo foi a falta de tempo. A decisão foi tomada em cima da hora, junto com todas as mudanças e preparativos para vir para cá. Em 2 semanas assinei contrato com a empresa onde estou trabalhando agora, renovei visto, refiz matrícula, comprei passagens, arranjei lugar para morar, empacotei minhas coisas e vim. Mais ou menos assim…

2

Achei que não ia dar conta, mas nessas horas a gente descobre que tem mais força do que imaginava, e no fim, apesar de toda a preocupação, tudo dá certo. Mesmo.

Pensei muito sobre a decisão de ficar ou não. No fim percebi que decisões não têm certo e errado. O que tem certo e errado é pergunta de Show do Milhão, o resto cabe à gente fazer funcionar.

No começo de 2012 assisti a um filme em que uma das personagens falava que, às vezes, a gente só precisa de 20 segundos de coragem. 20 segundos de coragem desmedida. E é verdade. Decisões não precisam de mais do que 20 segundos para serem tomadas, é a nossa análise incessante sobre o que é melhor que nos corrói por tanto tempo. Certas decisões então precisam ser tomadas assim, no impulso, nos 20 segundos de coragem. E foi assim que tomei a minha.

Se alguma coisa boa vai surgir disso tudo, eu espero que sim. Acredito que sim. No fim, não existe resultado bom ou ruim, mas sim um infinito de possibilidades 😉