Doble!

Enquanto você senta aí no ar condicionado, no auge das férias (ou nas tardes frutíferas de estágio, quase a mesma coisa), lendo o que eu tenho de (in)útil para contar hoje, eu aproveito o frio negativo gostosinho que me obrigada a usar três camadas de roupa e me faz sentir uma baleia franca presa nos mares árticos. Inveje-me.

As promoções correm soltas por aqui. A Zara liquidou a ponto de me fazer entrar na loja achando que é pegadinha, tudo praticamente de graça. Mas vai tirar 3 calças e 4 casacos, cachecol, luvas, meia térmica. Por isso – e talvez eu vá me arrepender um dia – esse mês só fiz compras de beleza. Bem menos trabalho.

O lado positivo é que to cheia de amor dicas de beleza para dar.

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Uma dessas é o delineado duplo. Não tem nada a ver com delinear em cima e embaixo sem juntar os traços. O double liner aqui significa sobrepor os traços com produtos diferentes. Hein?

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Fui sempre fiel ao Blacktrack, da MAC, mas de uns meses para cá comecei a achar que preto estava pesando demais. Aí que, numa das últimas visitas à Sephora, passei na Bobbi Brown, famosa pela variedade enorme de delineadores em gel, e uma das vendedoras me indicou as cores Caviar e Espresso, um e dois tons abaixo do preto, respectivamente. Elas dão um resultado muito mais sutil aos olhos. Ainda assim senti que faltava alguma coisa, e corri para o youtube. O que é normal quando eu acho que falta alguma coisa na minha vida.

O youtube é o Santo Graal das pessoas que não sabem o que fazer com um delineador. Com qualquer coisa, na verdade. Você não é uma pessoa sem talento para trabalhos manuais, você é uma pessoa sem tempo para ver vídeos.

Por lá descobri que as pessoas sobrepõem tons diferentes de delineador para um resultado na medida. O primeiro tom normalmente é mais claro e vai esfumado, e o segundo vai por cima, num traço bem fino – normalmente preto. No meu caso, um traço esfumado de Espresso cai super bem, e deixo o preto para delinear da metade para o canto externo, de forma bem fina e rente aos cílios. Esfumo Espresso nos cílios debaixo também, já que o tom café não é tão pesado, e o resultado é perfeito.

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A pessoa que inventou a arte de misturar delineadores deveria ganhar um prêmio Nobel. Categoria Futilidades. Da arte de sobrepor tons ainda dá para fazer à noite: esfumar preto com glitter e sobrepor com preto matte, sobrepor preto com dourado sem esfumar – como na montagem acima, incrível! – e, ainda, encher de postiços. A pessoa que inventou os postiços também merecia um prêmio. Aliás, a pessoa que inventou os postiços deveria casar com a que inventou o delineado duplo, porque taí duas coisas que juntas, somam muito mais que separadas. Aquela história do 2 + 2 = 5, saca? Porque quem merecia um Prêmio Nobel era eu.

Categoria: Matemática.

Findation

Para tudo. Li essa dica no Itgirls da Ale Garattoni (um must-read!), e só pelo caso de alguém não acessar o blog dela, resolvi dividir com vocês aqui também. É uma das melhores dicas dos últimos tempos, daquelas que te pega imaginando: como ninguém nunca pensou nisso antes?

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Pois bem. Sabe quando a gente precisa encomendar uma base para a amiga que está viajando, ou quando resolve comprar online, mas não tem certeza sobre a cor e está morrendo de medo de errar? Alguém resolveu acabar com os nossos problemas.

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O Findation é um site que pega as suas referências de base, cria um padrão para você e te ajuda a descobrir a sua tonalidade em outras marcas. Você seleciona bases que já usa e a tonalidade que usa em casa base, e o site dá sugestões de bases de outras marcas com a mesma tonalidade. O único requisito é jogar limpo: só dê a referência da base se você realmente gostou da tonalidade e compraria de novo o mesmo tom. Fiz a experiência e realmente funciona direitinho. Fora que a base de dados deles é incrível e inclui praticamente todas as bases desse mundo (todas as que já usei estavam lá!).

Dica de ouro!

Benefit Cosmetics

Uma das melhores partes de morar fora é, sem dúvidas, a infinidade de lojas de maquiagem. Antes que me queimem na fogueira, acho que é uma das melhores partes porque eu, particularmente, amo. E aí que nessas idas e vindas a Douglas, Sephoras e afins (turismo de compras, em outras palavras) acabei me apaixonando por uma marca que, até então, não tinha nem tanta vontade de conhecer: a Benefit.

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Todo mundo nesse vasto planeta já ouviu falar ou conhece alguém que já ouviu falar da bendita. Ela está por todos os lados, é expert em lançar best sellers e – principalmente – em montar sets. Conheci melhor a Benefit depois da boa experiência com a They’re Real!, máscara de cílios incrível, e depois no Brown Bar da Sephora – que tem em outras lojas também e é show. Mas foi quando ganhei meu primeiro set de presente que me apaixonei de vez.

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Ganhei o She’s so… Jetset! e desde então uso todos os dias, sem exceção. Faço maquiagem para noite e para o dia, completo com uma ou outra coisa que não tem no kit e, além de fácil e prático, o resultado é dos melhores aos quais já cheguei fazendo maquiagem. Considerando ainda que metade das minhas coisas ficaram no Brasil, é uma mão-na-roda absurda. Fico pensando em qual vai ser o próximo set da lista e é difícil decidir…

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Os kits mais completos incluem até 6 produtos, alguns em mini size e outros em tamanho normal. Como a marca normalmente seleciona os campeões de vendas para os sets, é uma ótima maneira de testar os produtos antes de comprar full size. O Porefessional, por exemplo, é um primer incrível que tá presente em mais da metade dos kits, assim como a They’re Real! e o iluminador High Beam. Fiquei morrendo de vontade de testar o Legally Bronze e o The Bronze Champions – bronze fake é comigo! – e o Primping with the Stars, com os clássicos para esconder defeitos e criar ilusão de óptica.

Sem brincadeiras, to mesmo apaixonada. As texturas, as cores, a pigmentação e até os nomes engraçados, tudo é bem feito nessa budega. Então a próxima vez que você esbarrar num counter da Benefit já sabe: vai se aproximando e começando a testar, porque, provavelmente, de mãos vazias você não sai. Não mais.

*To começando com aquela síndrome de intercâmbio de esquecer as palavras. Pensei bastante tempo nas que queria usar mas algumas acabei não encontrando. Meu português tá ficando meio pobre – de falar inglês e conviver muito com homens – então relevem o vocabulário e prestem atenção nas montagens na mensagem.

Comendo bem em Paris

Já tinha feito um guia sobre Paris aqui, depois da minha primeira visita à cidade. Voltando mais vezes – e com mais calma, com alguma ou outra coisa à adicionar, ainda diria que ele é bem completinho para marinheiros de primeira viagem.

Só que o bom de conhecer uma cidade é poder voltar a ela e pular todos os programas turísticos. Ainda mais na época entre Natal e Ano Novo, em que a Champs-Élysées fica mais lotada que estádio em final de Copa. Dessa vez fui com calma, com a minha família, e pude andar por Paris sem compromisso, conhecer lugares incríveis e… comer muito bem! Taí meu primeiro guia de restaurantes imperdíveis em Paris.

Queria começar dizendo que obviamente não conheço todos os restaurantes da cidade. Dizem que o L’atelier é incrível, mas nunca fui, e que a Ladurée é imperdível – e apesar de ter ido, e gostado, não sou a maior fã de macarons – então esse é um guia bem pessoal. Dito isso, prossigamos:

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A primeira parada tinha que ser no lugar que, para mim, é o paraíso na Terra. Do tipo, a comida no céu deve ser assim. No céu deve ter cascatas de chocolate quente e bandejas de croque monsieur e poderemos todas comer sem engordar. O famoso Angelina fica na Rue de Rivoli, e apesar de existirem vários outros Angelinas pela cidade, esse é o mais famoso e mais bonito. Tem fila para entrar, e não é pouca, mas juro que vale cada segundo. Sei que há clichês em Paris que são verdade e que são mentira, mas esse é 100% verídico: o chocolate quente deles é o melhor e mais famoso. É inexplicável, é como nenhum outro que já tomei na vida, e se você gosta de chocolate como eu, é isso que você espera encontrar quando chegar no céu. E custa 7,9 euros.

Schwartz

Schwartz’s. Escondido no Marais, um dos lugares mais legais de Paris, entre barraquinhas de falafel, brechós super atuais e lojas de grife, numa ruela não faz jus ao que é essa delicatessen. Se olhar pelo vidro, você vai perceber que de Parisiense ela não tem nada – nem o nome!. A Schwartz’s tem todo um clima norte americano, dos anúncios antigos e quadros famosos aos Simpsons ao fundo e citações engraçadas nas paredes. Tudo lembra as antigas diners americanas. O cardápio varia de delicatessens francesas a hambúrgueres americanos – na essência e na porção, enorme. Milkshake de Oreo é uma das opções para acompanhar as batatas fritas – que são incríveis – e não tem como não sair feliz de uma refeição por lá.

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Les Ombres. Sim, colocar o Les Ombres aqui é até sacanagem, mas jantei lá no Natal e não posso não recomendar. O restaurante fica no topo do Museu Quai Branly – em frente à Torre Eiffel. A vista é tão linda – principalmente à noite – que se a comida não fosse tão boa você ia até esquecer que foi lá para comer. Mas a comida é incrível. O chef prepara tudo na cozinha da casa, de foie gras a risoto trufado, e é tudo delicioso. O atendimento é impecável, e a vista nem se fala. O preço, como qualquer lugar famoso em Paris, é salgado, mas em ocasiões especiais, vale cada centavo.

"Café ""La Chaumiere en L'Ile"", Ile de St. Louis, Paris, France"

Já que nem tudo é caro nessa vida, o La Chaumiere en L’Ile é um restaurante escondido na esquina da Île Saint-Louis, atrás da Notre Dame, com preço modesto e comida gostosa. O entrecôte com batatas ao creme é incrível.

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E se é para comer bem e gastar pouco, um destino certo é Saint Michel. A região é cheia de restaurantes dos mais variados tipos – gregos, italianos, turcos, franceses, marroquinos… – e todos super em conta. Entre eles, o Le Clou de Paris. Para mim, o cheeseburguer com batatas fritas que leva um molho especial é imbatível.

Resumindo, é isso. Paris tem mais milhares de restaurantes maravilhosos, e ainda melhor que comer bem por recomendação é encontrar, despretensiosamente, um restaurante incrível, para comer bem em boa companhia – e depois sair para passear e fazer umas compras, que ninguém é de ferro 😉

Cabelos…

…taí um assunto que, para mim, é interminável. Puxa um papo sobre cabelos, dicas e produtos e eu desato a falar. O que é uma ironia, porque, apesar de cuidar dos meus, nunca fiz nada mais radical que cortar as franjas em casa (tinha 11 anos e queria ficar igual à Britney Spears. Nem preciso dizer que não rolou. Rolou foi choro).

Enfim. Já tinha escrito aqui sobre a cor de cabelo que, na minha opinião, é perfeita. Acontece que ano novo, vida nova, nos últimos dias me deu uma vontade muito grande de clarear as pontas de vez. E não com métodos naturais, que é como eu vinha fazendo até então, mas na base da tinta mesmo.

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Cheguei a procurar produtos para clarear os cabelos, mas preferi chegar em casa e olhar no google primeiro. Acabou que li resenhas horríveis sobre alguns deles (John Frieda, oi) e fiquei pensando como-é-que-eu-vou-fazer-isso-em-casa? Acabar com meus cabelos tentando está fora de questão. Depois da franja caseira passei a ter pesadelos todo verão antes de voltar às aulas (e antes daquele corte pós verão) que tinha voltado a ter cabelo chanel. Pois é.

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Sempre tive a impressão de que californianas ficavam melhor em cabelos ondulados. Ledo engano. Depois que vi Sara Carbonero na copa (Casillas <3) com os cabelos lisos e clareados, mudei totalmente de opinião. Mas chegar num resultado natural, em cabelos lisos, é sim um pouco mais difícil.

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Outra dúvida que sempre tive foi quanto à sutileza do negócio. Acho que ombre ou californianas mais sutis ficam mais bonitas, mas também acho lindo esse efeito mais marcado, como no cabelo da Thássia Naves. Tá difícil. Sou tão ruim com decisões que esse post me define.

Acho esse ano – finalmente – rola mudar os cabelos. Pela primeira vez em quase 23 anos de existência. Até minha mãe – minha mãe, aquela pessoa que incentiva cabelo chanel – clareou os cabelos ano passado, então acho que tá na hora de dizer adeus à virgindade capilar e passar a amônia tinta.

2013!

Li no facebook de uma amiga ontem uma frase de Carlos Drummond de Andrade sobre como é genial poder recomeçar depois de 12 meses. Porque 12 meses são o suficiente para nos levar à exaustão; e poder começar um novo primeiro dia, um novo 01.01, dá a esperança e energia que a gente precisa para… recomeçar.

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Sei que tem aquelas que tiveram um ano maravilhoso, aquelas que tiveram um ano difícil, aquelas que não queriam que o ano acabasse e aquelas que queriam que acabasse logo. Aquelas que furaram a promessa da academia, as que nem começaram a dieta, as que conseguiram manter firme e forte – apesar da vontade de chutar o balde na primeira caixa de bombons! – as que fizeram besteira em plena bebedeira e as que fizeram sóbrias. Para todas vocês, desejo um ano novo mágico, cheio de amor, paz, felicidades, esperança e alegrias. Recomeçar pode não ter nada a ver com uma data, mas saber que hoje é o primeiro segundo dia de um novo ano pode ser o empurrãozinho que se precisa para fazer diferente.

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Como a maioria sabe, tirei uns dias de férias do blog – e da faculdade, de Berlim, de quase tudo, na verdade… – porque queria curtir minha família e estava precisando mesmo de um tempo. Cheguei ontem à noite de volta e, se Deus quiser, já vou colocar minhas resoluções de ano novo em dia – e elas incluem postar com mais frequência, falar mais alemão, comer mais salada (e menos Oreo – oi mãe), perder a preguiça de passar roupas e aprender a cantar hahaha essa última porque tenho pena de quem convive comigo.

No mais, espero que todas alcancem as resoluções, desejos e sonhos em 2013, e que a gente possa compartilhar tudo isso e muito mais por aqui também.

Um beijão em todas vocês e feliz ano novo! 😉