Top 3 de Berlim

Acho que nunca ouvi tanta música como ando ouvindo ultimamente. Berlim é uma cidade que ama música, e seja no violão da garota que toca todo final de semana na estação de trem, seja no rádio ou no bar mais descolado de Prenzlauer Berg, o que não falta é música boa. Reuni as 3 que não param de tocar por aqui (tem mais um monte que até já decorei porque tocam toda hora!), mas essas são as mais famosas.

Vi até um bebezinho na rua cantando essa primeira música, não é de morrer? Então esse post é rapidinho, para apertar o play e alegrar a tarde de vocês…

Lykke Li – I Follow Rivers

Sean Paul – She Doesn’t Mind

Asaf Avidan – One Day

E aí? Gostaram?

Meio grunge

Às vezes acho que sofro de esquizofrenia fashion. Desejo roupas e estilos que não têm nada a ver comigo, por isso já imaginava que chegando em Berlim poderia entrar em crise.

Como toda crise, é uma coisa que dá e passa, por isso nunca me importei. Sempre gostei muito de me maquiar, me arrumar para sair, deixar tudo impecável e sou daquelas que passa até roupa de cama (e acredite ou não, descobri que quase ninguém por aqui faz isso!). Mas ultimamente tenho desejado sair meio grunge.

Pois é. Aquele estilo meio desleixado, meio “saí assim”, meio cara lavada, meio acidental. Com jeans, couro, xadrez, parka e bota, quem sabe um all star com skinny jeans. Minhas amigas vão mandar alguém para medir minha temperatura, e meu namorado vai dar print nesse post para me mostrar meses mais tarde, mas é assim que to me sentindo hoje.

Em parte porque acho lindo nos outros. Cara Delevigne é minha referência principal, mas ainda há vários níveis, de Miley Cyrus a Kate Moss, e é quase impossível não se identificar ou pelo menos desejar um pouquinho. Não é minha praia, provavelmente não ficaria bem para mim, mas to a ponto de entrar na fast fashion mais próxima adquirir umas grungices. Parka e botas de cano curto, já me dava por satisfeita, talvez uma jaqueta de couro com cara de surrada. Dá para considerar grunge ou é só bem europeu?

O engraçado é que, por mais estranho que pareça, fica lindo. Conheci duas alemãs esse final de semana que vestiam de Primark a peças compradas no flea market mais bicho grilo de Berlim e estavam incríveis, como fazia tempo não via. Maquiagem leve e cabelos soltos, e senti até uma pontinha de inveja da beleza tão natural das duas. Mas posso quase garantir que em mim ficaria terrível.

Então façam suas apostas do quanto esse desejo vai durar. Até a primeira prova na loja? Até os próximos meses? Os próximos anos? Tanto não sei que nem mesmo eu apostaria agora… Mas se mudar de ideia aviso por aqui, podem deixar. E não se preocupem, de saúde mental eu estou bem, é o lado consumista que anda comprometido.

Bad hair day

It’s a bad hair day… what do you do?

Não adianta. Que atire o primeiro shampoo de salão quem nunca teve um dia de cabelo ruim. E nem adianta ameaçar pegar o frasco, porque, querida…

… se Kate Middleton teve, o seu argumento é inválido.

Agora falando sério, recebi essas fotos quando estava viajando (thanks Dani!) e achei engraçado o fato de Kate Middleton ter tido um bad hair day – e isso ter virado manchete. Porque né? Quem nunca?

Dias de cabelo ruim acontecem. O cabeleireiro achou que 3 dedos eram 10, você pulou a lavagem bem no dia em que encontrou o homem dos seus sonhos na rua, aquele penteado para o casamento da sua prima ficou bem pior que o esperado, choveu. A parte que nos conforta é saber que todas já passaram por isso um dia. (aliás, o que é que há com os homens? Só esbarram na gente quando o cabelo não está dos melhores).

Para todo mal há uma cura. Ou pelo menos um enrolation. O cabelo tá ruim? Que tal tentar…

Lavar de novo. Se você tem tempo, aproveite. Começar do zero é a única cura definitiva. Lave bem, trate como precisar e dê uma secada natural. Bad hair no more.

Dar uma disfarçada. Tem gente que diz que nada como um bom decote nessas horas, mas ali em cima lê-se que o melhor segredo de beleza é a classe, então não posso dar um conselho desses. Por isso prenda o cabelo e mergulhe fundo no batom vermelho ou rosa pink. Ninguém vai notar o seu cabelo… (a do decote também funciona, mas né…)

Abrace o dirty messy hair. Vá com tudo na pomada para cabelos – qualquer marca de salão tem uma hoje em dia – e aplique um pouco em cada mecha, torcendo bem cada uma para criar o visual acordei e vim, mas to linda.

Relaxe. Cabelo cresce, oleosidade sai no banho e se o penteado ficou ruim, é só não tirar fotos na festa. Aproveite o dia – ou a noite -, não perca o bom humor e nem arranque, literalmente, os cabelos por causa de um dia ruim: não vale a pena. Palavra de quem passou uma semana na Espanha em bad hair day – tempo integral. Alguém sabe o que é que há com a água daqui que deixa os cabelos ressecados? Me disseram que era o sal, mas as suspeitas ainda não foram confirmadas. Quem souber, por favor, avise a polícia nos comentários.

Kate Hudson em GLEE

Sou super fã de Kate Hudson desde o primeiro papel que a vi fazer, em Como Perder Um Homem Em 10 Dias. O filme é um must-see das comédias românticas: clássico, engraçado e impossível de a gente não se identificar em alguma situação. Até porque, convenhamos, não há mulher no mundo que nunca tenha enlouquecido um homem (e no pior dos sentidos). Tem vezes que certas atitudes podem muito bem fazê-lo correr em 48h.

Mas mudando de alhos para bugalhos, ou de Andie Anderson para Cassandra July, Kate interpretou uma professora de dança super megera numa participação especial para GLEE (aquele seriado/musical que a gente vê escondido para não perder amigos).

E ela estava gata.

E isso que acabou de ter um filho!

Não sei se foi o cabelo, a maquiagem ou a interpretação – como sempre – impecável dela, mas achei que estava perfeita. Acho que foi um combo de tudo, e queria era copiar já.

A maquiagem era um esfumadão em tons de cinza, que eu apostaria ser a cor Scene, da MAC, com algum outro tom de azul/violeta ou cinza por cima. Olhos delineados com lápis bem preto, postiços e muito rímel. O cabelo é um meio termo entre ondas bem desfeitas e um messy hair, com, diria eu, pomada para dar esse efeito sujinho. O toque final ficou por conta do iluminador e do blush bem rosinha no rosto, que casou perfeitamente com Kate. Chamou tanto minha atenção que não consegui parar de olhar e dei printscreen like a mad woman.

Se quiser conferir melhor a maquiagem, o figurino e a simpatia em pessoa que é Kate Hudson, o vídeo da promo é esse aqui:

O que é essa maquiagem? E essa música?

 

Sobrancelhas em dia!

Elas são, provavelmente, a parte mais subestimada do rosto. Aquela parte que – temos que admitir – esquecemos na hora da maquiagem, mas que acaba fazendo a maior diferença no resultado final. São a moldura dos olhos e, por isso mesmo, merecem um pouco mais de atenção, afinal, mesmo que custe no bolso, sobrancelhas bem feitas não tem preço!

Confesso que só parei para pensar nelas há pouco tempo. Até então, “limpava” as sobrancelhas normalmente, mas nada de maquiagem em cima delas. Sempre tive as sobrancelhas escuras e nunca achei que tivesse necessidade. Mas não. A maquiagem, assim como a limpeza, faz muita diferença!

Nessa saga das sobrancelhas bem feitas, acabei descobrindo alguns produtos tão incríveis que hoje em dia me pego pensando: como é que eu saia de casa sem eles?

Tirar as próprias sobrancelhas pode ser uma tarefa mais ou menos árdua, dependendo da pinça escolhida. Dá dó investir US$ 19.00 numa pinça, já que a gente sempre ganha aquela da depilação #quemnunca, mas é importantíssimo para quem faz as sobrancelhas em casa.

Outra coisa importante: o pente de sobrancelhas. Parece até frescura, mas sobrancelhas escovadas fazem a maior diferença. Descobri esses duos com pente de cílios e sobrancelhas, que dobram e mal ocupam espaço na necessaire, e hoje não vivo mais sem!

Já a melhor compra dos últimos tempos foi essa canetinha Brow Marker, da MAC. Super fácil de usar, o traço é fininho e a cor, neutra, perfeita para todos os tons de cabelos e sobrancelhas.

Agora, para turbinar de vez, dá para investir em um iluminador legal, como esse da Benefit, para passar debaixo das sobrancelhas, do arco para o canto externo. Iluminam e levantam o olhar na hora!

E por último, um gel de sobrancelhastambém serve rímel transparente – para deixar todo o trabalho certinho no lugar. Acho esse passo mais uma opção do que uma necessidade, mas depois que se começa a investir nas sobrancelhas, não tem mais volta!

A observação especial vai para todos que me conhecem e sabem que tenho mania de passar as mãos nas minhas, que é cheia de falhas! Por isso estou amando cuidar finalmente delas. Outra observação é que todas podem ter sobrancelhas “aparecidas”, das mais morenas às mais loirinhas. É só cuidar no tom e no desenho, e partir para o abraço 😉

O estilo europeu

Ontem foi meu primeiro dia saindo na rua sozinha! hahaha pode parecer a maior besteira do mundo, mas dá um medo danado de me perder, errar o trem ou até de alguém vir falar em alemão comigo! Acho que é só o começo, cada vez fico mais acostumada com a pronúncia e até meu inglês ficou alemãozado, mas tres bien, ontem eu fui. Cortando as firulas e partindo para o papo sério, fiquei encantada com como as alemãs (ou as européias) se vestem.

Vi pelo menos umas 3 vestindo calça skinny (bem skinny, daquelas embaladas a vácuo, mas elas em geral têm pernas bem finas) e tênis estilo keds, bem baixinhos. E não era calça jeans azul não, vi cinza claro, verde menta, estampada… Na parte de cima, uma blusinha, jaqueta mais acinturada (ou achanelada ou de couro) e normalmente uma echarpe no pescoço. Todas lindas e bem vestidas.

Vi também muitas usando botinhas baixas, com salto baixo também. Aqui, essas botinhas vendem em praticamente qualquer lugar e estão sempre nas vitrines. Já os tênis, tive que perguntar a uma delas onde tinha comprado. Ela disse que na H&M, e mal posso esperar para conferir. Uma das coisas que amo é como elas são low profile, e não vivem montadas na grife. Nem precisam.

Os tênis não eram exatamente assim, eram estilo Keds mesmo, como esse de cima, mas dá para ter uma ideia. Acho que ficam lindo, principalmente com skinny, e não sei porque no Brasil não tem mais disso. Pelo menos eu quase nunca vejo.

A beleza dá para dizer que é um caso à parte. Elas são lindas de cara (quase) lavada e cabelos soltos ou presos displicentemente. Um estilo de quem não se esforçou para sair linda de casa. Só não descobri ainda se elas se esforçam ou não, mas imagino que pelo menos uma maquiagem rola, tipo base, pó bronzeador, blush e muito rímel. Aliás, se tem uma européia que resume o que eu digo é Clémence Poésy. Ela é francesa e só a conheço pelos papéis em Harry Potter (como Fleur) e Gossip Girl (como a namorada européia de Chuck), mas acho ela linda e sempre effortless chic. Como toda mulher deveria ser.

Quem não ficou com vontade de sair assim de casa hoje?

¡Bienvenidos a Barcelona!

Cheguei em Berlim! Após um período praticamente sabático nesse blog, quero que saibam que estou bem, viva, e que só não postei por falta de internet – e tempo! Viagem assim, de férias, a gente tem é que aproveitar mesmo e se desligar um pouco (ou no meu caso, muito, já que até sem sinal de celular fiquei). Mas descansei, amei Barcelona e resolvi dar o restart nesse bog falando dessa cidade incrível.

Incrível, porque não tem outra palavra que defina!

A primeira coisa que me veio à mente quando saí pela primeira vez por Barcelona foi que existem várias cidades dentro dela. Meio difícil de entender, mas é assim: se você visita as praias e a região dos portos, Barcelona poderia ser uma Miami européia, ou um Rio de Janeiro. O clima é quente, as pessoas estão todas nas ruas até tarde, seja pegando uma praia (topless ou não, é você quem sabe!), tomando uma sangria num dos restaurantes à beira-mar, passeando na orla ou jogando vôlei de praia – por que não? – às 2 da manhã.

Se você vai conhecer o centro, o bairro Gótico, o Passeig de Gràcia, Barcelona poderia ser uma São Paulo ou uma grande e típica cidade européia, com uma arquitetura incrível, muitos prédios, lojas, cafés e tudo mais.

Já se você sobe mais um pouco até a região do Mosteiro, Barcelona fica parecida com Paris, não só pela arquitetura como também pelos cafés e creperias pelas ruas e pelas placas em catalão, a língua falada em Barcelona além do espanhol que, para mim, parece uma mistura de espanhol, francês e italiano, mucho loca.

Dito isso, que lugares não dá para perder? Primeiramente, os turistões que todos precisam fazer, como a Sagrada Família. Ela é linda e imponente, de toda parte da cidade dá para ver ao menos a ponta, e é imperdível. Por dentro, sinceramente, achei legal mas ok, agora por fora ela é maravilhosa, de todos os pontos e ângulos.

A fonte que dança é outra que é imperdível! A vista é linda, e à noite é sem palavras. As águas dançam ao som da música e mudam de cor. Muita gente se reúne ao redor da fonte, nas escadarias, no viaduto ou bem pertinho mesmo, para se molhar, e é uma festa coletiva que não dá para perder.

O Park Güell, a Casa Batlló e tudo que leva o nome de Gaudí, assim como a Sagrada Família, também não dá para perder. Ele era um gênio, e é tudo lindo ou, ao menos, inacreditável.

Para os amantes do futebol e dos esportes em geral, o estádio do Barcelona é um must-see. Do campo à sala da imprensa, dá para fazer o caminho que os próprios jogadores fazem em dia de jogo e ver de pertinho os vestiários, o banco de reservas, enfim: é uma experiência.

Agora, o principal: mesmo que você odeie, vá fazer o sight seeing. Falo que ele é o melhor sistema de transporte da cidade, porque te leva para todos os pontos (a vista de Montjuïc é linda!), te deixa na porta deles se você quiser descer (depois é só pegar o próximo) e é interligado, ou seja, se quiser conhecer a cidade inteira num só dia, você só paga 1 passagem. O metro é super fácil, mas às vezes é preciso caminhar um pouco para chegar no destino, por isso minha dica é conhecer os pontos turísticos no dia do sight seeing. Dá inclusive para fazer em 2 dias, pagando um pouco a mais, e vale a pena, nem que seja para usar somente como um meio de transporte entre um ponto turístico e outro, sem nem ouvir o guia.

E já que nem tudo é turismo nessa vida, há também os pontos não turísticos mas imperdíveis.

Saí quase todos os dias para jantar, e uma das melhores regiões é a dos portos (Port Vell e Port Olimpic) e a Barceloneta. De frente para o mar, os restaurantes são uma delícia e muitos viram balada depois das 2 da manhã. À noite, estão todos nas ruas, curtindo o verão que se estende até essa época. A Opium é uma das melhores opções de restaurante/balada, com uma comida ótima e música boa.

Se for às compras, o Passeig de Gràcia oferece as lojas de luxo. Já o Diagonal Mar é um shopping que reúne o que a europa tem de melhor – de fast fashion à Sephora. Tive a sorte de ficar num hotel que era exatamente na frente no shopping e do lado da praia, e a parte externa do shopping, com restaurantes, é uma graça e vale a pena.

Se quiser pegar praia, a única coisa que indico é: vá mesmo! A praia não é igual às brasileiras, mas é limpa, organizada, tem estacionamento, chuveiros, banheiros, bares e muchas mujeres fazendo topless. E um mergulho no Mediterrâneo é essencial. A água é geladinha e vale cada arrepio. Só fui à praia em frente ao hotel, na Diagonal Mar, mas amei.

Outra coisa que tem que fazer é passear a pé, seja onde for. No porto, nas Ramblas, na Cidade Velha, o importante é ter uma vista só sua dessa cidade linda. A vista é linda de todos os pontos, as pessoas são um pouco apressadas, mas simpáticas, a cidade é organizada, o clima é agradável e o calor no verão é praticamente brasileiro. Não à toa todos que conhecem, amam Barcelona.

E um bônus para quem teve a paciência de ler até aqui: tive a sorte de viajar com pessoas maravilhosas, e só tive boas companhias nessa cidade. Entre elas a Chris, que também tem um blog de moda, sobre roupas de trabalho. O blog dela é ótimo, e se quiser conhecer Barcelona e ver umas fotos minhas por lá (tem até look do dia! hahah) é só clicar aqui.

Espero que tenham gostado!

obs: As fotos desse post não são minhas, porque ainda não tive tempo de passar para o computador. Peguei todas na internet mesmo.