Comparação e auto-estima

No post sobre as body chains, quando postei a foto de Candice Swanepoel, fiquei com a sensação de que estava faltando alguma coisa… Pensei, pensei, e fui para o Pinterest procurar fotos dela, porque alguma coisa não estava bem certa.

Além da falta, óbvia, da correntinha, quem mais notou a diferença na comissão de frente? Não sei se é trabalho do push up (e, nesse caso, que milagre é esse?? também quero!), dos maquiadores ou do photoshop, ou se é um combo desses três – o que mais acredito que seja -, mas a diferença é enorme. Cheguei a checar várias fotos de épocas diferentes para ter certeza de que não era silicone, e realmente não era. As fotos de biquíni são as mais atuais, e as fotos da campanha de lingerie variam muito, dependendo da pose, do modelo de sutiã etc.

Candice é maravilhosa mesmo sem produção: tem um rosto incrível e um corpo invejável. Mas a Candice que vemos nos catálogos da Victoria’s Secret é uma mulher que beira a perfeição, à qual se dá o nome – mais que apropriado – de angel. E é com essa mulher que acabamos nos comparando quando abrimos uma revista, assistimos a um filme ou folheamos um catálogo de lingeries.

A comparação é a ladra da alegria, nas palavras literais de Theodore Roosevelt. Sei que é difícil – talvez impossível – não se comparar com outras pessoas, mas é essencial para que possamos ser felizes e satisfeitas com nós mesmas. Inspirar-se nos outros é saudável, mas se comparar sempre gera frustração. Isso vale para aquela blogueira que está sempre impecável nos looks do dia, para aquela garota da academia que não sua, não engorda, mas come de tudo, para a atriz que falou que é 100% feliz no editorial da revista, e para quase todas as outras coisas da vida – inclusive as modelos da Victoria’s Secret. Há muito mais por trás do que vêem os olhos.

Intercâmbio

Quem me conhece sabe do desejo que sempre tive de viajar. Morar fora um tempo, aprender, viver uma experiência nova e conhecer outros lugares, culturas e pessoas. Só que quem me conhece também sabe como sou apegada à minha família, namorado e amigos, e como nunca passei muito tempo longe deles. A coisa que mais gosto é estar com as pessoas que amo, e, além da saudade, também morro de medo do desconhecido.

Por isso não sei o que me deu na telha, ou como tomei essa decisão, mas, semana que vem, embarco para uma temporada de 5 meses em Berlim, na Alemanha.

Um pouco de loucura, bastante de coragem. Não falo alemão nem nunca pensei que escolheria a Alemanha para morar, mas aqui estou eu, entre guias de viagem, conselhos de amigos e a internet, tentando aprender um pouco mais antes de desembarcar no país.

Até agora aprendi que a Alemanha é um país lindo, que leite moça é milch mädchen e que o “ß” tem som de “S”. A algumas semanas de viajar comecei a ter insônia, chorar em momentos esquisitos em que penso nas saudades que vou sentir e questionar minha decisão sempre que coloco a cabeça no travesseiro. E, sendo esse também um blog pessoal, achei que nada mais justo do que compartilhar minha experiência com vocês. Nunca fiz intercâmbio na vida e as coisas podem ser bem assustadoras quando chega a hora de ir embora.

Só que, apesar de todo o medo, de todas as dúvidas e daquele frio na barriga que não passa, é um sonho que estou prestes a realizar. Embarco semana que vem para uns dias em Barcelona, e depois sigo viagem para meu destino final, Berlim! Não sei como vou estar de tempo e internet a partir de quinta-feira que vem até chegar e me estabelecer em Berlim, e pode ser que o blog fique lento por alguns dias. Vou me esforçar ao máximo para postar, atualizar sempre que der e contar minha experiência por aqui. Além de, né, trazer muita coisa nova de moda, beleza, dicas e fofocas notícias, que são a razão desse blog existir 😉

Quem já fez intercâmbio alguma vez ou conhece Berlim, por favor deixe dicas nos comentários! Sejam dicas na hora de arrumar as malas, cultura, comida, adaptação, enfim, qualquer coisa já ajuda muito, principalmente nessa hora pré-viagem. Vou anotar tudo e depois venho contar para vocês como me saí!

E enquanto não embarco, o blog segue normalmente, então para quem nunca viajou nem conhece Berlim, sugestões de posts são sempre bem vindas!

Danke!

Cooking Experience

Voltando, depois de um tempão, com essa categoria do blog, já que nem tudo é moda por aqui. A receita de hoje tá na minha família há anos (mas meu irmão faz ela melhor que ninguém!) e sou suspeita para falar porque amo! Ela nada mais é do que um bombom de morango na taça, que a gente chama pelo nome – super original – de Sobremesa de Morango.

A foto peguei da internet, mas é basicamente assim que ela fica ao final!

Ingredientes:

2 latas de leite condensado

1 colher de sobremesa de manteiga

1 barra de chocolate meio amargo

2 caixas de creme de leite – sem soro

1 bandeja de morangos (podem ser duas, dependendo do quanto render)

Modo de Preparo:

Derreta o chocolate em banho maria e misture-o ao creme de leite, até formar um creme de chocolate.

Leve as 2 latas de leite condensado ao fogo com uma colher de manteiga, e mexa até ganhar consistência de brigadeiro branco.

Lave os morangos, retire o verdinho (reserve alguns inteiros e com verdinho para decorar) e enxugue-os com papel toalha, um a um. (não ria dessa parte que ela é bem importante! se o morango não estiver bem seco a sobremesa tende a desmanchar). Corte-os na metade, se os morangos forem grandes.

Em taças de vidro, coloque uma camada de brigadeiro branco, alguns morangos e por cima o creme de chocolate. Decore com um morango em cima. Faça isso para todas as taças e coloque para gelar. Geralmente algumas horas já deixam a sobremesa firme e bem gostosa, pronta para servir.

Ando no maior clima de dona de casa, e, sabe como é, receitas de doces me deixam feliz! 2h de corrida na esteira para perder depois.

Corrente da discórdia

Ela é, literalmente, a linha mais tênue entre o sexy e o cafona. Dependendo de como é e como é usada, pode fazer você parecer Candice Swanepoel ou a periguete do Divino. As body chains vieram mesmo é para causar discórdia…

Quanto mais fina for, menor a chance de parecer com a Suelen (no mau sentido, porque né, ela é linda). E outra: correntinha à mostra só na praia ou se acontecer de aparecer. Barriga de fora e outras extravagâncias e você cruzou a linha. Para o lado cafona.

Sinceramente, ainda não tenho opinião. Às vezes acho legal, às vezes acho dispensável. Acho bonito quando aparece embaixo da roupa, como no blazer de Rosie Huntington-Whiteley, e até na praia, mas elas pedem corpo em dia e ouro 18k, sob o risco de acabar trazendo um resultado bem oposto ao esperado.

Considerando que uma corrente de ouro, dessas fininhas que formam um X, tem um preço médio de US$ 250.00, acho que só vale apostar se for para botar e não tirar mais. Usar no banho, para dormir, para ir à praia, por baixo de qualquer peça de roupa, como marca registrada. Acho que esse é o intuito da peça. Se for para colocar só de vez em quando, dispenso.

Até agora não entendi como essas correntes vieram de O Clone para Avenida Brasil sem que ninguém percebesse. De repente, estavam em tudo quanto é lugar. Dá para mandar a mensagem errada fácil, fácil se não for usada direito, mas quando o resultado é bom, ninguém duvida de que valeu a pena apostar.

 

As escolhas masculinas que eu proibiria

Ontem de manhã, assistindo ao programa da Fátima Bernardes (sei que tem gente que vai me gongar por isso) o tema da discussão era cafonice. Aquelas peças de roupa que são inaceitáveis para o sexo oposto. Resolvi fazer um apanhado daquilo que, para mim, é inaceitável no guarda roupa masculino, e acabei descobrindo que nem sou tão exigente assim.

Esse post nem deveria existir, já que ele é um apanhado de coisas que, na realidade, são senso comum. Mas sempre tem um cidadão para desafiar as leis da estética, e já que breguice é método anticoncepcional, é para ele que faço esse post de auxílio.

1. Começando pela regata. Ela só deveria ser permitida em 3 situações: a) como pijama b) na praia c) no Adam Levine. E ainda assim acho que ele ficaria melhor com outra coisa. A questão é que regata não favorece ninguém. Nem o mais definido dos homens. Ela funciona bem para revistas e capas de cd, mas se você não for um dos homens mais sexy do mundo segundo a People, ela não vai ficar bem em você.

2. Camisa de manga curta. Não sei porque elas existem. Imagino que para o verão, para fingir que é camisa embaixo de um terno, mas aí você não pode tirar nem sob tortura. Aliás, é bem mais fácil e menos constrangedor arregaçar as mangas de uma camisa de manga comprida, então não entendo mesmo porque elas existem. De novo, funcionam para clipes musicais se você for o Adam Levine, mas se você não for, esqueça.

3. Mostarda. Mostarda é uma cor ingrata que só as mulheres e os modelos masculinos na passarela conseguem segurar. Sabe por quê? Porque os fabricantes não fazem peças legais na cor mostarda. Eles fazem camisas de manga curta, ternos com caimento terrível e gravatas cafonas. Peças legais? Não. Mostarda não fica bem, e sempre que vejo um homem vestido com a cor não preciso nem dizer nada, porque já vai ter uma amiga minha dizendo.

4. Pochete. É unanimidade que não fica legal em ninguém. Pochete é o que no direito se chama de malum in se, ou seja, algo que é errado por natureza. (e eu nem precisei estudar para saber disso, aprendi nos primeiros 30 minutos de Legalmente Loira.)

5. Roupas grandes demais. Estilo rapper, skatista ou o Chorão do Charlie Brown Jr. Definitivamente estilo Chorão. Não caem bem porque, óbvio, são grandes demais, e você sempre vai aparentar desleixo. Do tipo que não tomou banho para sair com a namorada e não compra roupas novas há 5 anos. E não arruma o quarto há 10. Não vou julgar se você não tomou banho, mas então passe um perfume e vista-se de acordo com o seu tamanho.

Por fim, é lógico e eu nem preciso dizer que o que importa é o que está por dentro, e que ser um cara legal é muito mais importante que qualquer peça de roupa. Mas pense que, enquanto você escolhe se sai de regata mostarda ou camisa de manga curta, há um cara de sorriso infalível e terno ajustado falando com a sua pretendente pelo Whatsapp. É sempre bom cuidar da aparência, seja você o ficante atual, o namorado de anos, o maridão ou o Cadinho. E, né, a gente atrai aquilo que espalha, de energia positiva a cafonice.

Rockin’ a LBD

O Pinterest é mesmo um lugar mágico… Achei perdida por aí uma foto de Kristin Cavallari, em 2009, segurando um pretinho básico à perfeição. A prova fotografada de que um vestido preto acertado não pede mais nada.

O vestido é Blumarine (decotado, mas no comprimento certo), os sapatos YSL e a bolsa aquela Alexander Wang desejo. Um bracelete dourado, um smokey-eye-nosso-de-cada-dia e uma escova no cabelo, e, para mim, essa é a definição de drop dead gorgeous.

Como eu sempre digo por aqui, não há milagre que um LBD não faça. Não só é praticamente impossível de errar, o resultado é um look lindo e versátil, e vai do jantar à balada in 3.5. (tão rápido quanto uma Lamborghini – e essa foi especialmente para a homarada).

Então já sabe. Na dúvida, vá de Lamborghini pretinho básico.

Kim Loira?

Kim Kardashian postou hoje no Insta.gram as fotos da mudança (radical?) nos cabelos. Foi de morena para loira antes que Kanye pudesse cantar No! No! No! N-No!

Sinceramente? Se ela pintou mesmo, gostei não. Amo os cabelos escuros dela, acho que combinam e, principalmente, acho que ficam com cara de fios saudáveis. Por mais bem feito e cuidado que seja, o loiro claríssimo no cabelo muito escuro sempre danifica os fios, e acaba transparecendo.

Até porque Kim já foi loira um dia e dá para ver do que to falando:

Prefiro fios bens escuros ou castanho médio, mas longe do tom Giuliana Rancic que ela adotou em 2009.

Ainda assim, não vejo a hora de ver uma foto de rosto inteiro. Vai que ficou legal e eu aqui gongando…

E vocês, o que acharam?